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"Não é mimimi", diz Fátima Bernardes sobre direitos das mulheres

Reprodução/TV Globo
Fátima Bernardes abordou a luta por igualdade nesta quinta-feira (8) Imagem: Reprodução/TV Globo

Colaboração para o UOL

08/03/2018 12h03

Fátima Bernardes falou sobre a luta por igualdade entre homens e mulheres em seu "Encontro", nesta quinta-feira (8), Dia Internacional da Mulher. A apresentadora rebateu quem critica o programa por voltar sempre a temas como esse, preconceito, racismo e homofobia.

"Hoje é um dia de luta. A gente sabe que o caminho em busca dessa igualdade de gênero ainda é muito longo, mas a gente pode comemorar algumas conquistas sim, principalmente nos últimos tempos. A gente tem visto que cresceu muito a consciência de todos com relação aos nossos direitos, principalmente nós mulheres mesmo. Cresceu também nossa percepção que juntas somos muito mais fortes e que unidas nossas vozes tem um eco muito maior", iniciou.

"A gente não fala de respeito e igualdade de gênero só no Dia Internacional da Mulher, não. A gente fala disso o tempo todo, e acaba ouvindo: 'mas não é muito mimimi? Toda hora precisa falar disso? Precisa sim, não é mimimi, é importante falar", desabafou.

Dira Paes, uma das convidadas do dia, comentou o assunto. "É muito importante que a gente perceba, é um movimento mundial, não é terceiro-mundismo. É o mundo que está gritando". Bárbara Paz, que também ocupa o sofá da atração, concorda. "A gente passou a vida inteira achando que não podia muitas coisas. Não dá mais, todas levantaram, estão falando".

A paraense chama a atenção para algo corriqueiro pelo país. "É uma mudança difícil para homens acostumados numa cultura em que se sentem seguros que estão fazendo a coisa certa. Em muitas cidades do Norte ou ribeirinhas, os pais se acham no direito de deplorar as próprias filhas".

Fátima falou ainda da criação que deu ao filho Vinícius. "Eu como mãe de menino tem uma coisa que é libertador e aprendi: que bom dizer para ele 'nossa, que bom que você foi carinhoso, delicado, cuidou bem de sua avó nesse momento'. São características que eles precisam ter. Um menino atencioso, delicado, carinhoso vai cuidar dele, da família, da mulher, de uma maneira diferente".

Dira acredita que nem sempre é preciso partir para a guerra. "Tem horas que é olhando no olho, falando sério.  Mas a gente vai conseguir nossas conquistas com leveza, com sorriso.

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