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Érika Januza torce pela redenção de vilã racista em novela: "Será exemplo"

Globo/Raquel Cunha
Caio Paduan, Eliane Giardini e Érika Januza em cena de "O Outro Lado do Paraíso" Imagem: Globo/Raquel Cunha

Guilherme Machado

DO UOL, em São Paulo

21/03/2018 04h00

Em "O Outro Lado do Paraíso", Raquel (Érika  Januza) sempre foi humilhada por Nádia (Eliane Giardini), que fez de tudo para separá-la de Bruno (Caio Paduan) por não aceitar que o filho namorasse uma jovem negra. Entretanto, em mais uma reviravolta da trama das 21h, a megera irá pedir o perdão de Raquel e se arrepender das ofensas racistas após o nascimento do neto negro. 

Para Érica Januza, intérprete da juíza Raquel, uma redenção para a vilã é não só esperada, como "necessária". "Acho que tem que ter [a redenção] para ser exemplo para quem está assistindo. As pessoas precisam ver que é possível [alguém reconhecer que foi racista] e que é isso o que tem que ser feito”, disse a atriz ao UOL durante um show da cantora Iza em São Paulo.

Érika afirma ainda que torce ouvir um pedido de perdão da boca da vilã: “Se não acontecer de ela pedir perdão, se não tiver essa redenção, é como se tudo que ela tivesse dito ali fosse válido. Tem que mostrar que não é. Eu sou a primeira pessoa a torcer que ela peça e que seja de joelhos mesmo, tomara. Vamos ver, vai depender do Walcyr [Carrasco, autor da trama]”.

Para além do entendimento com a ex-sogra, a atriz também torce para que Raquel termine com Bruno e, assim como a protagonista Clara, espera que todos os vilões da novela sejam punidos, também como uma medida exemplar para o público.

“Espero justiça. Novela também é para seguir como exemplo no país. Então que não fique impune. Eu desejo que ela fique com o Bruno, porque se ela não ficar é como se dona Nádia tivesse vencido. Eu torço pelo amor, torço por Bruquel”, conta ela, citando a sigla adotada pelos fãs para "shippar" o casal nas redes sociais.

Preconceito real

Vítima do racismo de Nádia na ficção, Érika  Januza conta que já sofreu o preconceito na vida real, e que mesmo o trabalho como atriz numa novela no horário nobre da Globo não a protege da discriminação.

“Não me livra de preconceito [a profissão], e acho que a ninguém, sejam juízes, médicos. Depois da minha personagem, muita gente veio falar comigo, contar coisas que vive”, afirma ela.

A atriz diz ter se emocionado com depoimentos reais que recebeu, e diz ver na novela uma oportunidade de gerar um impacto real. “Eu postei um vídeo um dia desses de uma menina lá de Goiás falando: ‘Quero ser juíza igual à Raquel da novela’. Achei muito lindo, fico até arrepiada. Às vezes em novela a gente se diverte, é entretenimento, mas se você atingir a pessoa em outro lugar, o lugar social, a gente fez muito pelo nosso país. Então, a gente tem que usar esse espaço para isso”.

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