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Pabllo Vittar rebate críticas: "Podem continuar falando, eu amo minha voz"

Fernanda Tiné/Reprodução/Facebook
Pabllo Vittar lança clipe de "Indestrutível" Imagem: Fernanda Tiné/Reprodução/Facebook

Colaboração para o UOL

12/04/2018 02h04

Pabllo Vittar falou sobre o passado e as críticas que recebe no "Vai Fernandinha" de quarta-feira (11). A cantora, de 23 anos, diz como se identificava quando era mais nova e garante não ligar para quem pega no seu pé por conta da voz.

"Dou muita risada quando dizem: 'ela é linda, mas a voz é muito chata'. Eu amo a minha voz! Ela é fina, aguda, diferente. É com essa voz que faço sucesso, que subo no palco e canto. Então amores, podem continuar falando porque eu amo a minha voz, se não gosta é só não ouvir", dispara.

Ela conta como se inspira para performar. "Sempre vi DVDs de famosos fazendo shows e eles se entregavam muito, queria ser assim. Se o palco for alto, eu vou pular na caixa de som pra bater bunda na cara do povo, eu não aguento. Não quero ser intocável, quero estar perto dos meus fãs sempre", afirma.

Identidade

Pabllo conta que precisou descobrir seu gênero. "Nunca tive conhecimento. Na escola não falavam disso, minha mãe também não, veio de uma cidade muito pequena. Tudo que vinha era dos meus amigos mais velhos, que viam na internet e na TV. Fui por muito tempo crossdesser, sempre amei usar saia, elementos femininos, brinco. Já fui andrógina na adolescência, gostava de transitar. Quando descobri o gênero fluído, falei 'sou eu', a coisa do feminino tomou conta de mim. Gosto do feminino, do masculino, gosto de transitar, ser, estar"

A cantora não esconde que adora se montar. "No começo era bem difícil encontrar sapato do meu tamanho, calço 43, peruca, saia. Quando você se monta e sai na rua, parece que não é você, é um alterego. As pessoas te olham diferente, você age e se comporta diferente. Minha drag é a extensão da Pabllo, o que existe dentro de mim, e eu consigo colocar para fora".

O apoio da mãe foi fundamental. "Ela só me viu montada no 'Amor e Sexo'. Tenho duas irmãs e hoje em dia ela fala que eu sou a mais linda da vida dela quando estou montada. Nossa mãe deixava a gente fazer tudo, sempre respeitou a gente, viu o que queríamos para nossas vidas e nos apoiou. Sou muito grata pela família que nasci em um país tão homofóbico e preconceituoso".

Engana-se quem acha que Pabllo pretende fazer cirurgia de transição de gênero. "Eu gosto do meu corpo, eu me amo como sou. Não faria procedimento estético, mas amo também as características femininas que tenho, valorizo isso".