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Após prisão, Dado Dolabella reclama de "julgamentos e agressões"

Divulgação/Polícia Civil
Dado Dolabella Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Colaboração para o UOL

13/04/2018 10h58

Uma semana após deixar a prisão depois de ser preso por não pagar pensão para um de seus filhos, Dado Dolabella usou sua conta no Instagram para desabafar sobre o que considera ser "julgamentos e agressões".

"Depois de ler tantos julgamentos e agressões nas redes (in)sociais, achei uma opinião de alguém com conhecimento de causa. Fernanda Tripode. Uma mulher que advoga pra homens. Veja o que ela diz: 'Lido com isso. Normalmente sou advogada dos alimentantes homens. E sim, são os mais afetados com a Lei que prevê prisão civil por dívida de alimentos. Para conseguir a revisão de alimentos de um alimentante homem é realmente mais difícil. Há inclusive morosidade. E mesmo o alimentante sendo preso demonstrando a total incapacidade - quem tem dinheiro não vai preso, continua sendo executado e com possibilidade de novamente ir preso. Muitas vezes ficam com problemas psicoemocionais depois de 30 dias na prisão nesse sistema carcerário brasileiro que conhecemos muito bem. Enfim, pais são realmente mais afetados com o rigor da Lei que prevê prisão'", diz o texto.

Em outro trecho da postagem, há o questionamento sobre uma suposta proteção a mulheres e excesso de rigor com homens. "Nossa cultura, inclusive no judiciário, é de proteger mulheres e rigor aos homens. Essa é a realidade. A medida é para proteger os menores e o seu sustento, porém muitas vezes nos deparamos com a injustiça, sim. Existem também casos de pais que sonegam informações de seus bens e contas para demonstrarem pobreza perante a justiça e não pagar uma verba alimentar decente aos filhos. Existe de tudo. Mas que há um rigor e injustiça muitas vezes, há. Por exemplo, ao propor ação de alimentos contra o pai, através de liminar o juiz já fixa em 33% dos rendimentos do pai até a final decisão. Contra a mãe, como já fiz porque a filha estava sob a guarda do meu cliente, foi fixado em 15% até decisão. (E ela tinha um ótimo cargo e ganhava bem). E para explicar que quando se trata de homem é aplicado o teto da lei e para mulher tem mais flexibilidade? Essa é nossa cultura, inclusive no judiciário. Há proteção sim para mulher. Muito fácil advogar para uma mãe, desafiador é para o pai'", conclui a postagem.


O ator estava detido no 33º Distrito Policial de Pirituba, zona oeste de São Paulo por determinação da 1ª Vara da Família, da Barra da Tijuca, do Rio de Janeiro, desde o dia 6 de fevereiro por dever aproximadamente R$ 196 mil de pensão alimentícia ao filho, fruto de seu relacionamento com Fabiana Vasconcelos Neves. Ele ainda é pai de outras duas crianças.

Recentemente, Dado teve novo revés na Justiça. De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública), existe um mandado de prisão em regime aberto, expedido pelo 3º Juizado de Violência Doméstica de Jacarepaguá, no Rio.

Depois de ler tantos julgamentos e agressões nas redes (in)sociais, achei uma opinião de alguém com conhecimento de causa. Fernanda Tripode. Uma mulher que advoga pra homens. Veja o que ela diz: “Lido com isso. Normalmente sou advogada dos alimentantes homens. E sim, são os mais afetados com a Lei que prevê prisão civil por dívida de alimentos. Para conseguir a Revisão de alimentos de um alimentante homem é realmente mais difícil. Há inclusive morosidade. E mesmo o alimentante sendo preso demonstrando a total incapacidade - quem tem dinheiro não vai preso, continua sendo executado e com possibilidade de novamente ir preso. Muitas vezes ficam com problemas psicoemocionais depois de 30 dias na prisão nesse sistema carcerário brasileiro que conhecemos muito bem. Enfim, pais são realmente mais afetados com o rigor da Lei que prevê prisão. Nossa cultura, inclusive no judiciário, é de proteger mulheres e rigor aos homens. Essa é a realidade. A medida é para proteger os menores e o seu sustento, porém muitas vezes nos deparamos com a injustiça sim. Existem também casos de pais que sonegam informações de seus bens e contas para demonstrarem pobreza perante a justiça e não pagar uma verba alimentar decente aos filhos. Existe de tudo. Mas que há um rigor e injustiça muitas vezes, há. Por exemplo, ao propor ação de alimentos contra o pai, através de liminar o juiz já fixa em 33% dos rendimentos do pai até a final decisão. Contra a mãe, como já fiz porque a filha estava sob a guarda do meu cliente, foi fixado em 15% até decisão. (E ela tinha um ótimo cargo e ganhava bem). E para explicar que quando se trata de homem é aplicado o teto da lei e para mulher tem mais flexibilidade? Essa é nossa cultura, inclusive no judiciário. Há proteção sim para mulher. Muito fácil advogar para uma mãe, desafiador é para o pai.”

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