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"O ideal é fechar os olhos para as críticas", diz Dan Brown

Divulgação/Globo
Dan Brown no "Conversa com Bial" Imagem: Divulgação/Globo

Do UOL, em São Paulo

22/05/2018 03h52

Dan Brown, autor de best-sellers como "O Código da Vinci" e "Anjos e Demônios", contou no "Conversa com Bial" de segunda-feira (21) como é seu processo criativo e de que maneira lida com as críticas.

"Eu só sou ruim no Reino Unido. São os únicos que dizem, unanimemente, que sou horrível. Quando 'O Código da Vinci' saiu, as críticas foram ótimas mas, quando virou um grande hit, as resenhas mudaram e passaram a criticá-lo", recorda, ensinando sua maneira de filtrar tudo isso.

"Aprendi: não leia nenhuma crítica. Porque, se você ler os elogios, pode acabar acreditando neles e se tornando preguiçoso. Vai ficar arrogante e achar que sabe tudo. E se você ler as críticas, pode começar a duvidar de si. O ideal é fechar os olhos e escrever o que você gostaria de ler", analisa.

"Quando se é uma pessoa criativa, sua única referência é seu próprio gosto. Você escreve o livro que quer ler e apenas torce para que os outros compartilhem de seu gosto. As pessoas que criticam não compartilham do que você gosta. É o trabalho delas, apenas isso", explica o autor.

Criação

Seu processo para escrever é regrado, como fazer 50% da pesquisa antes de escrever. "Eu acordo cedo e passo rapidamente da cama à escrivaninha. Não paro para ler e-mails, começo a trabalhar direto. Alguns dias são muito produtivos, outros, nem tanto. Meu trabalho é sentar na escrivaninha, me concentrar e fazer o melhor que puder. Mais cedo ou mais tarde, terá um manuscrito pronto".

Brown não esconde que se firmou na carreira com 'O Código da Vinci'. "Eu havia escrito três livros que foram fracassos de vendas ['Fortaleza Digital', 'Anjos e Demônios' e 'Ponto de Impacto'], não foram sequer resenhados. Depois de 'O Código da Vinci', passaram a vender muito bem. Eu já estava acostumado ao fracasso, então foi maravilhoso lançar um livro bem sucedido", comemora, listando os motivos que levaram ao estouro.

"Eu consegui uma editora que comprou o livro achando que seria um sucesso. Eles o promoveram muito, fizeram uma tiragem grande e publicidade. Era um livro publicado no momento certo, questionando a história da Bíblia e sugerindo uma versão diferente dos acontecimentos, em um momento em que a igreja estava em grandes dificuldades, passando por vários escândalos e tendo sua autoridade questionada". 

Casto?

Bial quis saber ainda porque Robert Langdon, protagonista da maioria de seus livros, não faz sexo, apesar de a cada história estar acompanhado de belas mulheres. "Não há nada de errado com a vida dele. Não sei como é no Brasil, mas nos EUA, em 24 horas fugindo de assassinato com uma desconhecida, é improvável de acontecer. Talvez eu precise escrever o livro 'As Aventuras Sexuais de Robert Langdon', baseado na história de Don Juan", diverte-se

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