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"Acho que existe preconceito com relação à beleza", diz Rômulo Arantes Neto

Reprodução/YouTube
Rômulo Arantes Neto Imagem: Reprodução/YouTube

Colaboração para o UOL

23/05/2018 12h17

A busca pela beleza é algo que move homens e mulheres ao redor do mundo, todos em busca de mais felicidade quando se olham no espelho. Porém, para Rômulo Arantes Neto, ser bonito pode ser um problema para atores. Em um papo com Matheus Mazzafera no canal dele no YouTube, o ator disse que a estética às vezes se torna um empecilho.

"Acho que existe sim o preconceito com relação à beleza, a pessoa que esteticamente é bonita, aquela beleza clara esteticamente, tem que provar duas vezes mais o talento por conta do preconceito alheio. Exigem mais de você para demonstrar o talento, vão querer logo falar 'só por ser bonitinho ele taí, só por ela ser linda está aí'. Acho que acaba exigindo de você duas vezes mais talento ou a necessidade de mostrar serviço", falou ele.

Rômulo opina que a beleza pode ajudar em um trabalho, mas não garante continuidade. "Acho que a beleza abre portas, mas não mantém porta aberta. Ela pode te impulsionar em um momento inicial, mas você nunca vai se garantir pela beleza. No fundo, o que importa é seu talento e a verdade que você passa", ressaltou.

No papo, o ator ainda afirmou que o fato de ser bonito pode ser um limitador na hora de ser chamado para um papel na TV, teatro ou cinema.  "Acho que a pessoa bonita normalmente é escalada para fazer papel de bonito. Acho que é difícil ter oportunidade de fazer algo diferente, fugir do estereótipo de galã. Ir para um esquizofrênico, ou para um cara sujo, porco. Acho que as possibilidades são menores. Não significa que seja impossível, mas você tem que ter um produtor de elenco ou diretor que compra seu 'barulho', acredite no seu trabalho para fazer um papel assim. Acho que o Bruno Gagliasso conseguiu fazer alguns papeis que fugiam dessa coisa do galã. Rodrigo Santoro também", disse.

Ele ressaltou acreditar que só fazendo um papel diferente um ator belo pode ter o talento reconhecido. "Acho que muitas vezes a pessoa que é bonita só vai conseguir mostrar de verdade para todo mundo, provar, em um papel desses, se não vão dizer que está interpretando ele mesmo. Acho importante a pessoa privilegiada esteticamente ter oportunidade de fazer um papel fugindo dessa carcaça estética privilegiada", defendeu.

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