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Ex-VJ da MTV, Cuca revela luta contra depressão: "Pedi para morrer"

Reprodução/YouTube/Morning Show
A apresentadora Cuca Lazzarotto, que revelou lutar contra depressão em entrevista ao programa "Morning Show", da Jovem Pan Imagem: Reprodução/YouTube/Morning Show

Do UOL, em São Paulo

06/06/2018 16h48

Ex-VJ da MTV, Cuca Lazzarotto revelou que luta contra depressão há quatro anos. Em entrevista ao programa "Morning Show", da rádio Jovem Pan, a apresentadora e produtora musical decidiu contar pela primeira vez sobre seu tratamento porque "as pessoas ainda não respeitam nem reconhecem" a doença como um grave problema de saúde. Cerca de 320 milhões de pessoas têm depressão no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

"Em 2014, não parava de trabalhar e estava absolutamente esgotada. Tinha dor no corpo inteiro e vivia tomando anti-inflamatório e analgésico para conseguir ficar em pé. Estava cansada, exausta, sem vontade de viver, sem energia para sair da cama, mas tinha que sair, sem vontade de ver ninguém, falar com ninguém, estar com ninguém. Não tinha vontade de nada. Procurei uma amiga psicóloga, que conhece minha alma. Ela falou que eu estava com depressão e que eu precisava me tratar", disse a jornalista.

O "fundo do poço", segundo Cuca, veio após a morte da mãe, em 2015. Em estado "grave" e "crítico", ela foi encaminhada pela psicóloga a um psiquiatra, que receitou medicamentos para insônia e depressão. A apresentadora confessou ter pedido para morrer.

Reprodução/Instagram/cucalazzarotto
Cuca Lazzarotto, ex-VJ da MTV Imagem: Reprodução/Instagram/cucalazzarotto
"Como a maioria das pessoas no mundo, meu marido tinha muita dificuldade de entender o que acontecia comigo. Numa noite, joguei a toalha. Sou uma pessoa de muita fé. Conversei com Deus e falei: 'Amigo, não quero mais, não vou fingir que consigo, deu para mim'. Se eu pensei em tirar minha vida? Isso nunca porque acredito que não tenho esse direito, mas pedi para morrer. Pedi mesmo", afirmou.

Tomar remédios contra depressão fez Cuca perceber de fato que estava doente, mas o diagnóstico deu alívio porque a jornalista finalmente descobriu o motivo da apatia e do desânimo que tomaram conta da vida dela.

"Eu ainda tomo, diminuindo a dose. Essa sensação, essa descoberta teve dois lados muito importantes. Um horrível, 'eu sou doente', outro 'nossa, tudo isso tem explicação, que bom! Eu não sou louca, não sou chata, não sou fraca, não sou incompetente, incapaz, irresponsável, burra', tantas coisas que ouvi e me senti nesse momento e a vida inteira. Que alívio! Eu tenho explicação. Se eu tiver que tomar isso o resto da minha vida eu vou tomar, porque não vou voltar para aquele lugar. Hoje eu posso dizer que é muito importante a gente pedir ajuda, reconhecer que está doente e querer se levantar, querer sair daquele lugar", alerta.

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