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"A gente só quer igualdade, não tirar lugar de ninguém", diz Gaby Amarantos

Gaby Amarantos no "Programa do Porchat" - Antonio Chahestian/Record TV
Gaby Amarantos no "Programa do Porchat" Imagem: Antonio Chahestian/Record TV

Do UOL, em São Paulo

05/07/2018 03h18

Gaby Amarantos falou de empoderamento e representatividade no "Programa do Porchat" de quarta-feira (4). A cantora comentou a incessante busca por condições equilibradas na vida e no mercado de trabalho para mulheres, negros e indígenas.

"A gente só quer igualdade entre negros e brancos, entre homens e mulheres, não tirar o lugar de ninguém. A gente só quer existir, poder ser médico, juiz. Não assisto a novelas que só têm um ou dois atores negros, nem adquiro produtos que não tenham pessoas 'normais' [fazendo propaganda]", disse, sem citar "Segundo Sol", que se passa em Salvador mas tem poucos atores negros no elenco.

A paraense contou que lida com preconceito desde a infância: "Sofri racismo desde criança, mas estava em um lugar que eu não achava que tinha de lutar. Sempre dei opinião, nunca fui uma artista que se acovardou ou deixou a sociedade oprimir. É chato sim, mas mais chato ainda é ser conivente, ter medo de se posicionar".

Depois de ter lançado o clipe "Sou + Eu", com elenco de ascendência afro e indígena, ela comentou a mudança de visão sobre a mulher negra no Brasil.

"A maioria dos homens em geral cresceu vendo a mulher branca para casar. A negra era a doméstica, a mucama, a babá. Agora é que as mulheres negras estão sendo consideradas ícones de beleza, que se começa a ver a mulher negra como alguém para amar. Esse problema da solidão da mulher negra é muito sério no Brasil", alertou.

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