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Samara Felippo desabafa sobre as cesáreas que fez: "Mágoa e frustração"

Samara Felippo - Reprodução/Instagram
Samara Felippo Imagem: Reprodução/Instagram

Thaís Sant'Anna

Colaboração para o UOL

17/07/2018 18h28

Samara Felippo, mãe de Alícia, de 9 anos, e Lara, de 5, -- de seu casamento com Leandrinho, de quem se separou em 2013 --, fez um desabafo emocionado em seu Instagram nesta terça-feira (17) sobre os dois partos cesáreas que teve. A atriz falou da importância da cirurgia, mas que ela não deve ser feita em todas as grávidas que não precisem.

"Acabei de assistir ao documentário 'Renascimento do parto' aos prantos. Parava no meio pra dividir minha angústia com a Carol [a atriz Carolinie Figueiredo], mas nada do que ela falava cessava minha mágoa e frustração por, sendo uma mulher saudável, jovem, ter sido induzida a fazer duas cesáreas completamente desnecessárias. Achava que essa minha culpa já tinha sido resolvida depois que expus isso num texto no meu blog, mas não. Ela tá aqui e não sei até quando. Talvez ela nunca me deixe", declarou.

Samara acredita que falta informação e que muitas mulheres são induzidas a fazer a cesárea sem necessidade.

"Será que escolhemos cesárea se tivermos as informações, a dose de autoestima e empoderamento para conduzir como nossos filhos vem ao mundo? Foi devastador lidar novamente com essa sombra. Então, meu único intuito agora com esse post é: Mães, futuras mães, sejam donas do seu parto. Violências obstétricas se tornaram naturais", disse.

Em seu Instagram, Carolinie Figueiredo apoiou a amiga. "Ela é corajosa e fala coisas que penso há um tempo, mas não me atrevo a dizer. Olha que necessário esse texto sobre nascimento", escreveu, ao compartilhar a publicação de Samara.

A cesariana é uma cirurgia importantíssima que salva vidas todos os dias, mas ela nao é pra ser feita em todas as pacientes, de uma maneira desnecessária, fora do trabalho de parto. E é muito difícil ir contra o discurso autoritativo do médico. Quem sou eu pra contestar? É o que pensamos ainda jovens, imaturas, despreparadas, sem apoio, numa sociedade em que existe um condicionamento cultural dominante de que a mulher nao tem o poder de parir por si própria. Resolvi fazer esse post pra tentar chegar ao máximo de mulheres possível. Acabei de assistir ao documentário “Renascimento do parto” aos prantos. Parava no meio pra dividir minha angústia com a Carol, mas nada do que ela falava cessava minha mágoa e frustração por, sendo uma mulher saudável, jovem, ter sido induzida a fazer duas cesáreas completamente desnecessárias. Achava que essa minha culpa ja tinha sido resolvida depois que expus isso num texto no meu blog, mas não. Ela tá aqui e não sei até quando. Talvez ela nunca me deixe. Hoje repenso se tenho raiva de mim por ter feito escolhas erradas ou do médico, mas fui eu que escolhi. E sempre nos nossos papos, eu e Carol, conversamos sobre isso. Eu digo(na verdade para tentar minimizar essa culpa) que temos o direito de escolher como queremos parir. E o que a Carol sempre questiona comigo é: Será que escolhemos cesárea se tivermos as informações, a dose de auto estima e empoderamento para conduzir como nossos filhos vem ao mundo? Foi devastador lhe dar novamente com essa sombra. Então meu único intuito agora com esse post é: Mães, futuras mães, sejam DONAS do seu parto. Violências obstétricas se tornaram naturais. Eu mal vi minhas meninas quando nasceram. Hoje aos 39 anos, tendo toda essa informação nas mãos, dói. Procurem saber dos mitos, existem MUITOS, procurem apoio de doulas, de amigos que te incentivem. Nós temos o poder e a capacidade de gerar e parir, nós conseguimos. Enfim, espero q aos poucos esse cenário absurdo de 52% de cesárias que temos no Brasil mude e que num futuro próximo não seja tarde demais. Tenho certeza que esse sentimento gera empatia em muitas mães. Divide comigo por favor? Marquem suas amigas Na comigo, Lara??

Uma publicação compartilhada por Samara Felippo (@sfelippo) em

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