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O que o terno de Silvio e a bota de Elke fazem na casa de Otávio Mesquita?

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

16/08/2018 04h00

Por que um terno antigo de Silvio Santos e um par de botas de Elke Maravilha --que morreu há exatos dois anos-- foram parar na casa de Otávio Mesquita? O apresentador esconde relíquias da TV em sua mansão, projetada e construída para abrigar seu item mais famoso e valioso: um carro de Fórmula 1. Ao UOL, porém, ele topou mostrar outras raridades de sua coleção (assista ao vídeo acima).

Otávio Mesquita mostra câmera de TV dos anos 70 - Murilo Idú/UOL - Murilo Idú/UOL
Otávio Mesquita comprou câmera de TV dos anos 70
Imagem: Murilo Idú/UOL
Colecionista assumido, o apresentador vai atrás de qualquer objeto que faça parte de duas de suas maiores paixões: televisão e automobilismo. Logo na entrada da residência, Otávio Mesquita instalou uma câmera gigante dos anos 70, do início das transmissões em cores na televisão brasileira. Em cima da peça rara, estão dezenas de canoplas de programas e emissoras, da Manchete à Globo.

"Gostaria de ter coisas do [Ronald] Golias [1929-2005], do Chico Anysio [1931-2012] e do Renato Aragão. Não são apenas famosos do passado, são pessoas em quem me inspirei. Eu queria ser um Trapalhão. Queria sempre ter coisas que tivessem conexão comigo."

Entre os itens mais curiosos, estão o terno usado por Silvio Santos na década de 1970, um par de botas da coleção de Elke Maravilha, uma camisa do apresentador Bolinha (1936-1998) e uma câmera do cineasta Glauber Rocha (1939-1981): "Curtia a maneira como ele fazia os filmes, era muito diferenciado. Eu gostava, era moleque. Quando vejo peças antigas, sou muito ligado nisso".

Otávio Mesquita mostra terno de Silvio Santos da década de 1970 que está em sua casa - Murilo Idú/UOL - Murilo Idú/UOL
Otávio Mesquita guarda terno de Silvio Santos
Imagem: Murilo Idú/UOL
Otávio Mesquita planeja expor suas relíquias em um museu permanente e, para isso, buscará apoio de amigos empresários e incentivos fiscais para tentar preservar parte da memória televisiva, pouco valorizada no Brasil.

"Vida Alves [1928-2017], uma atriz muito importante na história da televisão, tem um museu maravilhoso. Aquilo deveria ter em um lugar fixo. Acho que todas as emissoras deveriam se unir, comprar um imóvel e fazer um museu. O próprio SBT tem peças históricas do Silvio. Meu foco é fazer um museu da história da televisão. A partir do ano que vem, vou atrás de empresas com esse projeto", afirma.

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