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Crush da "Dança", Nando Rodrigues comemora primeiro "não galã" em novela

Nando Rodrigues na "Dança dos Famosos" e em "Orgulho e Paixão" - Reprodução/Globo
Nando Rodrigues na "Dança dos Famosos" e em "Orgulho e Paixão" Imagem: Reprodução/Globo

Guilherme Machado

Do UOL, em São Paulo

27/08/2018 04h00

Em sua passagem pela televisão, Nando Rodrigues sempre ficou marcado por papéis de homens quase perfeitos, a definição de um galã. Foi assim com o Ricardo em "Alto Astral" (2014), Henrique em "Haja Coração" (2016) ou o Hugo em "Os Dias Eram Assim" (2017). Mas em “Orgulho e Paixão”, o perfil mudou. Na novela das 18h, ele vive Edmundo, um jovem traumatizado, inseguro, impulsivo, que enfrentou problemas com o álcool. O ator adorou a mudança.

“Eu estou amando não fazer o galã. Estou ansioso para que isso continue, tenho ânsia de poder verticalizar meus personagens, me desafiar. O Edmundo me deu possibilidade de mergulhar em um lugar que eu ainda não tinha experimentado”, comemora Nando em entrevista ao UOL.

Para ele, o personagem foi o que mais trouxe elementos novos para seu currículo. “Sem dúvida foi o personagem mais complexo que já fiz. Entrei no meio da trama, não tive muito tempo de compor. O Edmundo entrou na minha vida da maneira repentina, foi um desafio e acho que dei conta. Quanto mais versatilidade a gente puder mostrar, melhor”.

Na trama, Edmundo sempre teve uma relação difícil com o pai, o Almirante Tibúrcio (Oscar Magrini), que ele julgava ser culpado pela morte da mãe. Quando Josephine (Christine Fernandes) apareceu viva, foi fácil para ela, que sempre foi ambiciosa, se aproveitar das fragilidades do filho para atingir seus objetivos.

Nando Rodrigues vê Edmundo como o personagem mais complexo de sua carreira - Globo/Estevam Avellar
Nando Rodrigues vê Edmundo como o personagem mais complexo de sua carreira
Imagem: Globo/Estevam Avellar
Embora venha mostrando outra faceta na ficção, Nando continua sendo o crush de muitos espectadores em outra atração: no ar na “Dança dos Famosos”, o ator começou muito bem, conquistando o segundo lugar -- e alguns corações no caminho.

“A preparação aconteceu uma semana antes. Tivemos um tempo super corrido. A dança pra mim é algo inédito, nunca dancei. Estou muito feliz com esse segundo lugar, as superações são diárias”, relata.

Sem experiência, ele não nega o medo que sentiu ao ser chamado para o quadro do “Domingão do Faustão”. "Quando me convidaram quase neguei, por medo, por acha que não seria capaz. A dança pra mim era uma coisa tão inacessível, que achava que nunca ia conseguir. Eu até já namorei uma bailarina por mais de dois anos, tive vários encontros com a galera da dança e nunca dançava, ficava só olhando porque só de pensar em ir para a pista já ficava com o sangue quente, nervoso, tímido”, relembra.

Mas o ator também vê na competição a oportunidade de se despir dos rótulos. “Essa é a parte boa, poder apresentar o Nando ser humano, não o Nando personagem. Mostra a nossa evolução mesmo, nossos bastidores, as dificuldades que a gente tem no processo de ensaio. É muito legal para o público ter esse olhar”.

Nando Rodrigues e sua instrutora, Tatiana Scarletti - Globo/Estevam Avellar/Globo/Fábio/Rocha
Nando Rodrigues e sua instrutora, Tatiana Scarletti
Imagem: Globo/Estevam Avellar/Globo/Fábio/Rocha
Ensaiar texto ou coreografia? Os dois!

Entre os ensaios de uma nova coreografia e as gravações da novela das 18h – que está em sua reta final –, o ator admite que tem se desdobrado para não fazer feio.

“Essa está sendo para mim a parte mais difícil. A gente está na reta final da novela, então estamos gravando todos os dias. Mas estou me dedicando o máximo que posso. Claro que o esforço acaba atrapalhando o rendimento de um dos lados às vezes. Tenho que estudar o texto e decorar a coreografia, tem horas dá uns 'tilts' na cabeça”, diz, rindo.

Com a modéstia própria dos galãs, no entanto, Nando diz que a pouca familiaridade com a pista e a "falta de suíngue" não o deixam pensar na vitória.

“Não tenho essa pretensão mesmo. Enquanto eu estiver dentro do programa, quero me superar a cada ritmo. Não que eu ache que tenha sido sorte, porque trabalhei muito, revi meus vídeos muitas vezes, tentando deixar o mais perfeito possível. Mas acho que a final é uma coisa tão utópica no momento que ainda não consigo pensar nela”.

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