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"Ele estará me aguardando", diz Nicette Bruno sobre Paulo Goulart

Nicette Bruno no "Conversa com Bial" - Fábio Rocha/Globo
Nicette Bruno no "Conversa com Bial" Imagem: Fábio Rocha/Globo

Jonathan Pereira

Colaboração para o UOL

25/09/2018 10h21

Nicette Bruno comentou espiritualidade, a saudade do marido, o ator Paulo Goulart, e defendeu Monteiro Lobato no "Conversa Com Bial" de segunda-feira (24). A atriz, que viveu Dona Benta na adaptação do "Sítio do Pica-Pau Amarelo" em 2001, rebateu as acusações de que o escritor seria racista.

"Cada um pensa e diz o que quer. Monteiro Lobato não teve nada de racista, ele escrevia o que acontecia naquele momento. Não era ele o racista, era o momento em que ele vivia. Colocando a questão como ele colocava, poderia até gerar um pensamento a respeito", analisa.

Espírita, ela crê em vidas passadas. "Acredito que a vida não começa no berço e não termina, tem uma continuação onde está nossa vivência, nosso processo de melhorar como pessoa. Eu nasci numa casa espírita, minha avó, os filhos todos seguiram essa filosofia de vida. O espiritismo nunca foi um bicho de sete cabeças para mim".

Isso inclui pensar no reencontro com o marido, morto em 2014. "Foram 60 anos casados, um ano de noivado e um ano de namoro. Não tenho a menor dúvida de que, quando chegar minha hora, ele estará me aguardando", vibra, relembrando o conselho que recebeu de Goulart na última conversa que tiveram. "Ele disse: 'viva muito, trabalhe como você gosta e não perca sua alegria'", recorda a atriz, de 85 anos.

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