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Apoiadora do #EleNão, Marquezine influenciou Neymar a manter "voto" secreto

Reprodução/Instagram/@brumarquezine
Neymar e Bruna Marquezine têm divergências com relação aos candidatos para Presidente do Brasil Imagem: Reprodução/Instagram/@brumarquezine

Ana Cora Lima

Do UOL, no Rio

11/10/2018 04h00

Em época de polarização na política, alguns casais sofrem com diferenças ideológicas. O casal Bruna Marquezine e Neymar Jr. vivenciou essa situação. O atacante da Seleção Brasileira não declarou apoio nem repúdio a nenhum dos candidatos, ao contrário da namorada.

Neymar estava longe das urnas no domingo (7), ele atuou pelo Paris Saint-Germain e marcou um, na goleada de 5 a 0 sobre o Lyon. No dia seguinte, ele se apresentou à Seleção, em Londres, para dois amistosos contra a Arábia Saudita e a Argentina nos dias 12 e 16 deste mês, respectivamente.

O jogador até poderia ter votado em trânsito na capital francesa, mas a reportagem apurou que ele não o fez, assim como a maioria dos jogadores brasileiros, por conta das partidas dos seus respectivos clubes. Apesar de não manifestar apoio a nenhum dos candidatos à Presidência, Neymar curtiu uma publicação de apoio ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, feita pelo ex-companheiro do Santos, Alan Patrick, atualmente defende as cores do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

A mãe de Neymar, Nadine Gonçalves, chegou a escrever nos comentários dos post: "Deus abençoe este filho e sua família". O UOL apurou que a família Santos votou em peso no número 17, para desespero de Marquezine.

A atriz evitou confrontos, mas não negou seu desconforto com a situação. "Neymar ficou entre a cruz e a espada. A sorte é que os dois não são tão radicais e respeitam as opiniões e as escolhas de cada um", entregou um amigo, próximo do jogador.

Em 2014, Neymar declarou seu apoio Aécio Neves nas eleições presidenciais. O camisa 10 disse ter escolhido o candidato do PSDB por se identificar com seu plano de governo. Na época, o jogador revelou ter tomado a decisão ao lado da família.

Bruna é #EleNão

Após declarar seu apoio à campanha #EleNão, contra Bolsonaro, Bruna Marquezine foi alvo de críticas, uma delas em vídeo. "Se seu apoio fizesse alguma diferença, o Brasil teria ganhado a Copa. Shhhh, quietinha", disse o seguidor, lembrando a derrota do Brasil na Copa da Rússia.

"Eu não conheço essa pessoa, mas ainda vivemos em uma democracia e, em uma democracia, a gente não faz 'shhh' e nem 'quietinha' pra opinião política alheia", comentou. E continuou a bronca: "Vale lembrar que eu não estava em campo com a seleção e que Copa e eleição são coisas MUITO diferentes. A minha opinião importa sim, como a de todos os brasileiros".

Reprodução/Instagram/@brunamarquezine
Bruna responde uma seguidora em um dos seus posts Imagem: Reprodução/Instagram/@brunamarquezine
Marquezine sofreu vários ataques nas redes sociais durante dias e respondeu alguns. Em uma foto de um evento de moda do seu Instagram, uma seguidora disse que a atriz estaria com medo de deixar de ser a namoradinha do Brasil. E ainda insinuou que ela receberia um salário "sujo" da TV Globo. Bruna rebateu: "Se eu tivesse medo de deixar de ser a namoradinha do Brasil, coisa que eu não sou, tava quieta. Meu trabalho é honesto e é só isso que eu sei", escreveu na resposta.

O UOL procurou as assessorias de Bruna Marquezine e Neymar e não obteve as respostas até a publicação dessa reportagem.

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