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Clara Nunes no cinema, Laila Garin é mãe de aluno depressivo em "Malhação"

Sergio Zalis/TV Globo
Guilherme Weber, Eike Duarte e Laila Garin formam família em "Malhação: Vidas Brasileiras" Imagem: Sergio Zalis/TV Globo

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

23/10/2018 04h00

Laila Garin voltará às novelas nesta terça-feira (23), em uma participação em "Malhação: Vidas Brasileiras". A atriz interpretará Tânia, mãe de Álvaro (Eike Duarte), e abordará a depressão na adolescência. A trama do estudante do Colégio Sapiência começou na última quinta.

"Álvaro é um menino supersensível, vive com poesia, e a gente vê que ele tem uma depressão. Ele tem essa reação. 'Malhação' tem uma coisa muito didática com o público, ajuda a dona de casa também", elogia a atriz ao UOL.

Na trama, a mãe do aluno terá um relacionamento difícil com a professora Gabriela (Camila Morgado) e exigirá que ela se afaste de seu filho. "Tânia não reage muito bem a essa coisa do filho, não entende. Ela vai ter um antagonismo com a Camila Morgado", explica Laila, que na novela será casada com Régis (Guilherme Weber).

A atriz comemora o retorno às novelas --a última havia sido "Rock Story", em 2016-- em uma trama escolar. Às vésperas do primeiro turno das eleições, uma cena de "Malhação" com uma aula de Gabriela sobre fascismo viralizou nas redes sociais. Laila elogia o papel do professor e deseja que a profissão seja mais valorizada.

"É um papel muito bonito do professor. Acho bonito o professor se preocupar com o futuro do país, porque está formando essas pessoas que vão pensar a sociedade e vão ser a força motriz da sociedade. Ele se preocupa com o jovem, a criança, tem a estratégia de como lidar e como dizer. É uma profissão muito amorosa, tinha que ser a profissão mais bem remunerada", opina.

Montagem/UOL/Divulgação
Clara Nunes (Laila Garin) com os cabelos lisos e crespos no filme "Chacrinha: O Velho Guerreiro" Imagem: Montagem/UOL/Divulgação

Clara Nunes

A partir de 8 de novembro, Laila poderá ser vista nos cinemas como Clara Nunes no filme "Chacrinha: O Velho Guerreiro", cinebiografia do comunicador Abelardo Barbosa (1917-1988). A atriz, que também canta, mudou o visual para dar vida à intérprete em duas fases da carreira: com os cabelos lisos, cantando bolero, e crespos, cantando samba.

"Ela tem um papel maravilhoso dessa autoestima brasileira, como acho que pode ser interessante nesse momento político. O cabelo crespo se escondia. Acho que ela foi a primeira a pegar esse cabelo e botar para cima. Nem era tão crespo, mas ela levantava ainda mais. Ela tem um papel político lindo. Vamos nos assumir essa identidade", defende.

Divulgação
Chacrinha e Clara Nunes em "Chacrinha: O Velho Guerreiro" Imagem: Divulgação
Laila, que interpretou Elis Regina no musical sobre Chacrinha, chegou a gravar "Você Passa e Eu Acho Graça", de Clara Nunes, após as filmagens da cinebiografia. A atriz explica que não se preocupou em imitar a voz da cantora e estudou os gestos e a personalidade da intérprete.

"Voz é uma coisa muito difícil de mudar. Eu não sou Marcelo Adnet (risos), mas acho que nem era essa ideia. Mais importante que os trejeitos seria ter esse espírito dela, muito solar, e uma relação de espiritualidade muito grande com a música e com os orixás. Estudei muito, principalmente 'O Canto das Três Raças', para remeter as mãos e a dança dela para o programa do Chacrinha, que a ajuda a desabrochar até estar plena, no auge", conta.