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"As pessoas não querem esmola, querem oportunidade", diz Margareth Menezes

Margareth Menezes é uma das selecionadas do programa Natura Musical - Celina
Margareth Menezes é uma das selecionadas do programa Natura Musical Imagem: Celina

Jonathan Pereira

Colaboração para o UOL

13/11/2018 06h41

Margareth Menezes comentou sua visão sobre preconceito e racismo no Brasil no "Programa do Porchat" de segunda-feira (12). Ícone do axé, a cantora vê avanços, mas enxerga um longo caminho para que haja mais igualdade.

"Estão todos misturados, o Brasil é diferenciado por isso. Quantas pessoas do mundo inteiro vieram para cá e foram se juntando. Quando a gente começar a entender que riqueza é essa, facilita. Essa pluralidade tem que ser aceita, o Brasil é assim. É a história nossa, a gente não pode ter vergonha disso".

Ela acredita que seja necessário enxergar a vida fora dos privilégios. "Fica parecendo que a pessoa negra só fala sobre isso, mas é um problema real. É muito fácil quando você tem a torneira que sai água, tem a possibilidade de estudar para se desenvolver. No Nordeste tem regiões que não tem água, não tem condição, a família vê o filho morrendo. Você dá subsídio para empresas estrangeiras virem para cá e não para o povo que precisa".

Uma política que inserisse essa população no mercado seria a solução. "As pessoas não querem esmola, querem oportunidade. Hoje tenho na minha família um sobrinho na universidade, é a primeira pessoa da minha família [no ensino Superior]".

Cotas para afrodescendentes abriram um caminho, avalia. "Concordo que em algum momento precisamos acabar com isso, mas dando igual oportunidade no ensino. Racismo é uma coisa muito danosa, é uma realidade que a gente precisa combater com ações. Que seja dada oportunidade para ser merecedor".

Para Margareth, educação é a chave. "Todo lugar tem gente aproveitadora e a corrupção tem em todos os lugares. Não pode levar a caneta para casa porque não tem ninguém perto vendo. Tem que mudar pela educação. Eu tenho fé que o Brasil é uma das maiores potências do mundo e não precisamos matar metade da população, temos que dar oportunidade de cada pessoa ser mais um investidor".

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