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Para Gagliasso, fazer novela é "semi inferno": "Não tem tempo para nada"

Reprodução/Multishow
Bruno Gagliasso no "Lady Night" Imagem: Reprodução/Multishow

Jonathan Pereira

Colaboração para o UOL

16/11/2018 07h33

Bruno Gagliasso comentou sua carreira e a vida de pai no "Lady Night" de quinta-feira (15). O protagonista de "O Sétimo Guardião" diz o quanto as novelas consomem sua rotina, mas engana-se quem pensa que o ator não curte o gênero.

"Quando a gente faz novela não tem tempo para nada. Não consigo ir no médico. É um semi inferno, inferno que eu gosto". E que tipo de papel o atrai? "Gosto de problematizar e levantar discussões. Procuro os personagens problemáticos", afirma, citando o esquizofrênico Tarso de "Caminho das Índias" (2009) e o homossexual Júnior de "América" (2005).

Falando na trama de Glória Perez, o beijo gay do personagem - vetado no último capítulo - foi relembrado. "Foi climão. Toda a novela estava na expectativa, foram colocados telões nas ruas... Foi difícil. Demorou pra cacete para isso acontecer", recorda. O beijo entre dois homens em uma novela da Globo só foi ao ar quase uma década depois, no final de "Amor à Vida".

Para compor o serial killer Edu do seriado "Dupla Identidade" (2014), acabou assustando a mulher, Giovanna Ewbank. "Eu tinha foto de muita mulher morta pela casa, mas a Giovanna estava em Nova York. Quando ela chegou em casa, quase me matou. Tive que deixar só em uma parede do quarto".

Paizão

O galã revela ter recusados papéis fora do país por conta do idioma. "Eu não falo nada de inglês. Nada! Me chamaram e eu não fui". E se derrete ao falar da filha Titi, dizendo como a paternidade mudou sua vida.

"Não tem como não transformar. Tudo mudou. Muda sua percepção do mundo, do trabalho, das pessoas e faz de fato você querer mudar o mundo. É um amor incondicional mesmo. Você realmente descobre o que é amor quando tem um filho".