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"Não fico chateada", diz Cissa Guimarães sobre falta de convite para novela

Reprodução/Instagram/@cissaguimaraes
"Eu sou atriz. Essa é a minha profissão, mas confesso que me descobri como apresentadora", diz Cissa Guimarães Imagem: Reprodução/Instagram/@cissaguimaraes

Ana Cora Lima

Do UOL, no Rio

16/11/2018 04h00

A última novela foi "Salve Jorge", em 2012. De lá pra cá, Cissa Guimarães foi só consolidando o que já tinha descoberto quando era repórter do "Vídeo Show" no anos 90: ser apresentadora. Há três anos à frente do programa semanal "É de Casa", função que divide com Patrícia Poeta, Zeca Camargo, André Marques e Ana Furtado, ela assume que se sente completa na nova função.

"Sou atriz. Essa é a minha profissão, mas confesso que me descobri como apresentadora. O público também me aceitou, né? Depois de tanto tempo fazendo o 'Vídeo Show' e cobrindo as férias de Ana Maria Braga, foi tudo muito natural. Lógico, que sinto falta de fazer novelas, mas se apresentadora me completa", diz Cissa.

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Cissa está de volta com uma turnê da peça "Doidas e Santas". "São 8 anos em cartaz !" Imagem: Reprodução/Instagram/@cissaguimaraes
Aos 61 anos, ela revelou que, apesar de mostrar aos produtores e diretores que está sempre aberta os convites para fazer novelas ou séries, não tem recebido propostas.

"Não sei porque não me chamam, mas eu não fico chateada, não. Adoraria voltar atuar, ter aquela rotina louca de gravações em estúdios e externas, mas o 'É de Casa' é tão pequenininho, tão novinho, três aninhos só que eu e toda a equipe precisamos cuidar bem dele", brinca a atriz que falou ao UOL durante o lançamento da biografia de Elza Soares, escrita por Zeca Camargo na noite de segunda-feira (12). "Zeca é meu parceiro de vida. Não podia deixar de prestigiá-lo de jeito nenhum."

Cissa também falou da volta peça "Doidas e Santas", em cartaz no Rio. "Estamos comemorando oito anos do espetáculo. São mil apresentações e isso é um fenômeno no teatro brasileiro, onde cada vez mais é complicado montar um espetáculo e, principalmente, mantê-lo em cartaz durante anos. Eu me sinto honrada e mais certa do que eu digo: o brasileiro ama teatro", explica ela que não nega estar preocupada com o que vai acontecer no futuro com a cultura no Brasil.

"Quando a gente escuta essa história da extinção do Ministério da Cultura e todas as críticas que fazem as leis de incentivo fiscal e aos patrocinadores, a gente fica preocupado e temeroso. Na contramão, vem a resposta do público que continua prestigiando, continua assistindo os espetáculos. Nós temos plateia. Graças a Deus."