Topo

Novelas

"É careta", diz Paulo Miklos sobre seu personagem em "O Sétimo Guardião"

Divulgação/TV Globo
Paulo Miklos deixou o Titãs há dois anos para fazer outros projetos, entre eles, mergulhar mais na carreira de ator Imagem: Divulgação/TV Globo

Ana Cora Lima

Do UOL, no Rio

18/11/2018 04h00

Quando anunciou a sua saída dos Titãs, em junho de 2016, Paulo Miklos tinha alguns projetos pessoais na cabeça. Além de seguir em carreira solo na música, ele também pensava dar vida a mais personagens. Deu certo. Depois de participar de duas séries na sequência na TV Globo – “Sob Pressão” e “Assédio”, Miklos foi escalado para o elenco de “O Sétimo Guardião”. Na trama de Aguinaldo Silva, seu personagem Jurandir é um católico quase beato, mas que vai se transformar ao longo da trama por conta de uma paixão.

“Ele é um viúvo muito religioso, que cria a filha sozinho há anos. Essa responsabilidade o transformou em uma pessoa rígida, sisudo e bastante severo com a filha. O desejo dele é que Elisa, interpretada pela Giullia Buscacio, siga o caminho da igreja. Ele é a favor dos bons costumes e da moralidade e é um cara bastante careta na sua maneira de enxergar o mundo. Só que vai se apaixonar e aí as coisas mudam e muito”, adiantou o ator, que não quis entregar o nome da personagem.

A reportagem apurou que, se o autor não mudar a sinopse, será a Milu (Zezé Polessa), a bruxa da cidade fictícia de Serro Azul.

TV Globo/Divulgação
Beato, Jurandir é pai de Elisa (Giullia Buscacio) e quer que ela siga o caminho da igreja na trama de Aguinaldo Silva Imagem: TV Globo/Divulgação
A novela das 21h é a segunda experiência do ex-integrante do Titãs  no gênero. A primeira foi “Bang Bang” (2005), de Mário Prata e Carlos Lombardi, exibida às 19h. “Eu era o Kid Caddilac, um cowboy bem bandido, conhecido por sua mira perfeita na cidade Albuquerque (rs). ‘Bang Bang' foi uma novela de gênero muito interessante com uma pegada lúdica que possibilitava brincar na composição do personagem. Já 'O Sétimo Guardião’ te oferece uma possibilidade mais poética e você pode usar tintas mais fortes por conta das tramas. Têm mistérios, têm ambições dos personagens, as lutas entre o bem e o mal, as questões da ética, da moral. O que eu acho desafiador em uma novela é essa missão de entreter e ao mesmo tempo tocar nesses pontos tão importantes dentro de uma sociedade”, observou o ator e cantor, que completa 60 anos em janeiro.

Miklos assume que, apesar da “caretice”, Jurandir é um personagem “leve” em comparação aos anteriores. Fiz várias séries [ele também participou de “Força Tarefa”, “Na Forma da Lei” e “O Caçador”] e em todas elas os meus personagens eram fortes e densos. Eu adoro interpretar esses tipos, não tenho o menor problema. Acabou a gravação eu desligo a chave e os levo para o coração, não para a casa.”

Mesmo com as gravações da novela no Rio, Paulo Miklos continua com shows pelo Brasil. “Acabei de fazer um show cantando só Adoniran Barbosa, quem eu interpretei no curta-metragem  ‘Dá Licença de Contar’ há três anos, e me empolguei. Talvez faça alguma coisa mais à frente, mas, por enquanto continuo com os meus shows. Posso dizer que estou em um momento muito feliz. Um momento que as minhas duas paixões se encontram: a música e a interpretação”, revelou. Sobre a possibilidade de um reencontro com o antigo grupo, Milkos descartou: "Ficou no passado. Foram 37 anos e não volto".

Reprodução/Instagram/@miklospaulo
Miklos gravou seu terceiro álbum solo "A Gente Mora no Agora", o primeiro longe definitivo do Titãs em 2017 Imagem: Reprodução/Instagram/@miklospaulo