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Evandro conta que sofreu bullying na escola: "Eu rezava para não ser gay"

Reprodução/PlayPlus
Evandro Santo fala de sua infância para João Zoli e Léo Stronda Imagem: Reprodução/PlayPlus

Manoela Ferreira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

18/11/2018 16h07

Os peões aproveitaram a tarde de calmaria deste domingo (18) e criaram um programa, comandado por João Zoli e Léo Stronda. O primeiro entrevistado foi Evandro Santo, que falou sobre sua infância e sexualidade, alegando que "rezava para não ser gay".

"Na minha época, eu nasci em 74, ainda tinha muito machismo, o gay sofria perseguições porque era uma ditadura militar, então eu mesmo não queria ser gay. Quando eu comecei a sentir meus primeiros impulsos, com cinco ou seis anos, eu achava aquilo estranho", disse o humorista.

Ele explicou para os peões suas primeiras manifestações: "O primeiro impulso que você tem, é você não se identificar com os meninos, então você quer brincar de boneca com as meninas, você quer brincar de contar historinha, você quer brincar de casinha. Aí quando você via um menininho mais velho, você já ficava de 'piu-piuzinho' duro para os meninos. Então era uma coisa que eu sabia que era complicada e era feia. Então eu rezava pra não ser gay, rezava, ficava vendo revista pra ver se acontecia alguma coisa".

Evandro contou com qual idade decidiu assumir sua sexualidade. "Quando eu cheguei aos 12 anos, aí eu olhei para o espelho e falei: 'Não tem jeito, você é gay'. Aí eu resolvi com 12 anos que era gay já. Eu sofria muito bullying na escola", disse ele, afirmando que apanhava na saída, além de ser excluído das atividades e questionado por sua mãe, que queria que ele gostasse de futebol.

"Aí chegou uma hora que eu falei: 'Quer saber? Eu tô trabalhando meio período, ganho meio salário, ajudo a minha mãe em casa, sou bom estudante, sou gay. Foi mais ou menos assim com 12 anos", finalizou o mineiro.