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Analice Nicolau diz que já foi ao ar embriagada em "Jornal das Pernas"

Divulgação/SBT
Cynthia Benini e Analice Nicolau (d) apresentaram telejornal que ficou conhecido como "Jornal das Pernas" Imagem: Divulgação/SBT

Jonathan Pereira

Colaboração para o UOL

27/11/2018 07h31

Analice Nicolau desabafou sobre o preconceito que afirma ter sofrido ao migrar para o jornalismo. No "The Noite" de segunda-feira (26), ela comentou o ensaio que fez para a revista "Sexy" quando era modelo, a entrada na "Casa dos Artistas" e a apresentação do "SBT Notícias Breves" no qual, junto de Cynthia Benini, dava as notícias usando minissaia.

"Ele ficou conhecido como 'Jornal das Pernas' depois de sair do ar. Eram duas mulheres bonitas, jovens, de saia curtinha apresentando o telejornal. Foi uma experiencia incrível, foram dois anos e meio, em todos os horários da casa. Todo dia mudava".

A jornalista já precisou trabalhar embriagada. "Quando eu fazia o 'Notícias Breves', a Cynthia não podia vir e eu estava de folga, tinha tomado uns gorós. Lembro que o Carlos Nascimento ia apresentar comigo, falei assim: 'estava até agora bebendo'. Foram duas taças de vinho, e ele falou assim: 'vai ser o melhor jornal que você vai apresentar na sua vida'. E foi tranquilo".

O ensaio nu abriu as portas para a televisão. "Eu era modelo e tinha posado para a revista 'Sexy'. O Silvio Santos queria uma mulher que já tivesse posado nua. Graças a Deus, se não tivesse sido isso, talvez hoje eu não estaria aqui". 

Foi difícil passar credibilidade por conta do preconceito. "Mudar essa imagem de ter posado nua e depois ser âncora de telejornal foi difícil. As pessoas julgam muito. Julgamento para mim não importa". 

Mas quem torceu o nariz? "O público, não. Foram colegas de trabalho. As mulheres sempre foram subjugadas. Por ter posado nua, fui muito mais subjugada ainda, até eu talvez tenha me subjugado. Sofri muito preconceito durante essa transição mas consegui mostrar no dia a dia que realmente era uma boa profissional". 

Analice procurou se preparar. "Fui atrás de fazer cursos, me tornar realmente uma jornalista. Não adianta ser uma mulher inteligente e não fazer parte daquilo ali, da estrutura. Passei por tudo isso para mostrar realmente a que vim".