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Isadora Ribeiro lembra nudez no set de "Tieta": "Após dez minutos enjoaram"

Divulgação
Danilo Gentili e Isadora Ribeiro reproduzem abertura do "Fantástico" em piscina de bolinhas Imagem: Divulgação

Jonathan Pereira

Colaboração para o UOL

28/11/2018 07h34

Isadora Ribeiro reviu momentos importantes de sua carreira no "The Noite" de terça-feira (27). A atriz comentou como foi fazer a abertura do "Fantástico" e ficar nua na novela "Tieta", nos anos 80.

"Eu já trabalhava como modelo em São Paulo, mas fiquei conhecida mesmo com a abertura do 'Fantástico'. Fizeram um teste, precisavam de uma modelo que tivesse mistura de raças, por isso fui escolhida", explica, relembrando os perrengues que passou.

"Aquilo foi um castigo! Eu tinha que ficar ali imersa quietinha, debaixo da água, um gelo danado. Falei 'gente, pelo amor de Deus, vocês poderiam aquecer essa água, colocar uma resistência'. Eu quase me afoguei, fiquei esperando subir e nada de mandarem. Tomei água, comecei a tossir, fiquei muito mal". 

Nudez

Em "Tieta" foi preciso ficar sem roupa. "Eu era muito jovem, não tinha feito nu ainda e tinha toda uma equipe. Fiquei uma semana sem dormir direito, [pensava] 'Meu Deus do céu, vou ficar pelada'". 

A solução foi encarar e agir naturalmente. "Cheguei lá e, em vez de ficar de roupão, já cheguei no estúdio e tirei a roupa. Fiquei totalmente [nua], andava pra lá e pra cá, cumprimentando e me apresentando para as pessoas. Dali dez minutos enjoaram e, na hora da gravação, não ficavam olhando". 

Já o ensaio nu para uma revista incomodou a família. "Fiz mais de uma ['Playboy'], na verdade. Mas daquele jeito princesinha. Pagava (bem), porque acho que eu era conhecida. Meu pai ficou sem falar comigo um ano por causa disso. Eles eram muito tradicionais".

Trauma?

Outro momento importante foi com sua personagem na novela "Explode Coração" (1995), na qual interpretava Odaísa, cujo filho, Gugu (Luiz Claudio Júnior), desaparecia. Por causa da campanha social da trama, muitas mães na vida real reencontraram suas crianças.

"Foi difícil, muito doloroso. Me arrepia até hoje de falar. Fiquei com tanto tempo com isso na cabeça que, quando saía com minhas filhas em shopping e aeroporto, elas tinham que ficar grudadas em mim, de tanto medo que eu tinha que as roubassem".