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Vitor Belfort emociona com texto para a irmã desaparecida desde 2004

Reprodução/Instagram
Joana Prado, a eterna Feiticeira, e Vitor Belfort Imagem: Reprodução/Instagram

Rodrigo Soares

Colaboração para o UOL

06/12/2018 09h50

Em um texto delicado e comovente compartilhado no Instagram, o lutador Vitor Belfort lembrou com saudade da irmã, Priscila, desaparecida desde 2004. Na publicação, ele fala sobre a dificuldade em lidar com a ausência de notícias dela e como os filhos dele com sua mulher, a modelo Joana Prado, perguntam sobre a tia.

Confesso que nunca imaginei que isso poderia acontecer, mas não vou perder meu tempo , pois para quem fica esse assunto é pior que a morte. Pri, queria tanto que você tivesse aqui, queria poder te abraçar mais um vez, te beijar mais uma vez , queria tanto que você conhecesse seus sobrinhos: Davi, Vitória e Kyara. Eles sempre perguntam de você. Já contei a eles todas as histórias possíveis e impossíveis que tivemos juntos", disse ele.

Vitor ainda falou sobre como estão os pais dos dois desde a última vez que ela esteve com eles.
"Depois que você se foi, a mãe e o pai envelheceram bastante, não dá nem pra imaginar a dor que eles sentem. Cada um expressa de uma forma. Confesso que enterrar um filho(a) é algo que não deveria acontecer nunca, e ter um filho(a) desaparecido, deveria ser inadmissível. O pai vai vim passar o Natal aqui com a gente, ele continua forte demais, mas ainda acha que é um garotão e sempre fala que pega mais peso que os jovens. A Mãe ainda não tirou passaporte nem visto, você sabe que ela sempre foi meio desorganizada, mas continua linda (mesmo não cuidando de sua saúde como deveria). Ela prometeu que agora vai começar a se cuidar pois tem 'lindos' motivos: um deles é ver os netos crescerem e ser uma bisa, ela é forte demais", falou.
Por fim, Vitor contou o que faria se pudesse voltar no tempo e a forma como enfrentam a difícil situação.

"Se pudesse voltar o tempo, confesso queria poder te dar meu último abração e o último beijo. O tempo como todos sabem é um santo remédio mas ao mesmo tempo para algumas circunstâncias, ele é a própria morte. Conselho: 'faça o tempo trabalhar em seu favor, não deixe o tempo te matar'. Creio que o desaparecimento é um eterno enterro até que o caso seja solucionado", escreveu.

 

#priscilabelfort Pri, Já se passaram 14 anos desde a última vez que nos vimos. Confesso que nunca imaginei que isso poderia acontecer, mas não vou perder meu tempo pois para quem fica esse assunto é pior que a morte. Pri, queria tanto que vc tivesse aqui, queria poder te abraçar mais um vez, te beijar mais uma vez , queria tanto que vc conhecesse seus sobrinhos: Davi, Vitória e Kyara. Eles sempre perguntam de vc. Já contei a eles todas as histórias possíveis e impossíveis que tivemos juntos. Pri, depois que vc se foi a Mãe e o Pai envelheceram bastante, não dá nem pra imaginar a Dor que eles sentem. Cada um expressa de uma forma. Confesso que enterrar um filho(a) é algo que não deveria acontecer nunca, e ter um filho(a) desaparecido, deveria ser inadmissível. O Pai vai vim passar o Natal aqui com a gente, ele continua forte demais mas ainda acha que é um garotão e sempre fala que pega mais peso que os jovens. Fala que dá “canseira” nos garotões nas partidas de tênis ou seja: continua daquele jeito! A Mãe ainda não tirou passaporte nem visto, vc sabe que ela sempre foi meio desorganizada mas continua linda (mesmo não cuidando de sua saúde como deveria). Ela prometeu que agora vai começar a se cuidar pois tem “ lindos” motivos: um deles é ver os netos crescerem e ser uma bisa, ela é forte demais. Não posso esquecer que agora a Mãe e a Tia Cássia moram juntas, e Tia Cássia continua linda e uma super executiva. (ela morre de saudades de vc) Me lembro que seu quarto era todo organizado e vc sempre foi a certinha, do contrário, eu era muito desorganizado e bem bagunceiro, bem parecido com a mamãe! Querida irmã, ao escrever isso lembro do cuidado que vc tinha comigo, sempre preocupada comigo e querendo me agradar. Se pudesse voltar o tempo confesso queria poder te dar meu último abração e o último beijo. O tempo como todos sabem é um santo remédio mas ao mesmo tempo para algumas circunstâncias, ele é a própria morte. Conselho: “faça o tempo trabalhar em seu favor, não deixe o tempo te matar.” Creio que o desaparecimento é um eterno enterro até que o caso seja solucionado. Muita famílias sofrem com isso, e só eles sabem o quanto isso é doloroso. Então escre

Uma publicação compartilhada por Vitor "The Phenom" Belfort (@vitorbelfort) em