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Rodrigo Bocardi lembra amizade nos bastidores com Ricardo Boechat

Rodrigo Soares

Colaboração para o UOL

12/02/2019 14h16

O jornalista Rodrigo Bocardi usou sua conta no Instagram para falar sobre sua amizade com Ricardo Boechat, que morreu na segunda-feira (11). Na postagem, ele lembrou das brincadeiras entre eles nos bastidores.

"No jornal de ontem eu lembrei muito do Marcelo. O Marcelo Souza - um operador de microfone em comum! O Marcelo colocava o microfone na minha gravata todas as manhãs no 'Bom Dia São Paulo' e fazia o mesmo na lapela do Boechat à noite. Já estivemos juntos, várias vezes. Mas o Marcelo era a nossa conexão diária. Levava provocações, consultas e brincadeiras sobre os mais diversos assuntos e trazia sempre uma mensagem de estímulo, de disposição, de compromisso com o jornalismo contundente. O Marcelo - que provou da generosidade de Boechat - era também o motociclista dele. Não motorista. Motociclista, mesmo. Levava o Boechat na garupa para todo o canto que fosse dessa São Paulo, para os mais diversos eventos possíveis que Boechat tanto gostava de participar. Levava em minutos do Morumbi a Guarulhos. E eu repetia - entre as minhas mensagens diárias - em tom de provocação e alerta: "Boechat, não suba na garupa do braço duro Marcelo, você não precisa correr esse risco." Ele me respondia com mensagens de vídeos bem humoradas, sempre botando um capacete. É... Boechat queria mostrar pra mim e pro Marcelo que maior perigo da vida seria a covardia vencer a coragem", escreveu o global.

Durante o velório de Boechat - realizado nesta terça-feira (12) no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo - , um barulho intenso de buzinas se misturou ao choro e aplausos das centenas de pessoas que foram se despedir do âncora do "Jornal da Band".

O buzinaço foi feito por uma carreata de taxistas, categoria que participava com frequência do programa do comunicador todas as manhãs na BandNews FM.

A homenagem também estava em cima do caixão, que recebeu placas de táxis. Aberto ao público desde o final da noite de segunda, o funeral recebeu filas de fãs para um último adeus ao jornalista, que foi aplaudido ao final da cerimônia. O jornalista será cremado em cerimônia reservada à família.

"Ele defendia a classe para as autoridades e era um jornalista sincero. Todos os taxistas do Brasil se solidarizaram para fazer essa homenagem. Eu sou ouvinte de todos os dias e sempre admirei o trabalho dele", disse Flavio Souza, taxista há 16 anos. No carro, ele trazia um adesivo com a mensagem: "Meus sentimentos a familiares e amigos do âncora Ricardo Boechat".

A mulher de Boechat, a jornalista Veruska Seibel, chegou à cerimônia acompanhada pelas duas filhas, Valentina, 12, e Catarina, 10, e também de Dona Mercedes, mãe do âncora.

"Eu quero falar que meu marido era o ateu que praticava o mandamento mais importante, que era do amor ao próximo. Nunca vi alguém se preocupar a ajudar tanto todo mundo. Agora ele é nosso anjinho. Que Deus me ajude com as nossas filhas", disse ela, bastante emocionada.