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Carolinie Figueiredo posta foto nua e desabafa sobre depressão: "Tristeza"

Carolinie Figueiredo - Reprodução/Instagram
Carolinie Figueiredo Imagem: Reprodução/Instagram

Marcela Ribeiro

Do UOL, no Rio

28/02/2019 08h50

Em um longo desabafo, Carolinie Figueiredo falou que sofre depressão há quase sete anos e que o mesmo já aconteceu com a avó paterna e sua mãe.

"Às vezes sinto essa força me chamando a entrar no seu quarto escuro e mofado que já estive. Nomeio aqui uma falta de ânimo, uma perda de vontade de seguir meus planos, uma tristeza profunda somatizada pela apatia. Esse ano eu precisei nomear essa força que me ronda. Precisei incluir ela como uma possibilidade a existir ao invés de fingir que ela não existe (ou me encher de comida ou coisas materiais pra amenizar um buraco interno)".

Aos 29 anos e mãe de Bruna e Theo, frutos da sua relação com o ator Guga Coelho, Carolinie está longe da TV desde 2013, quando interpretou Domingas em "Malhação".

"Nesse caminho de autoconsciência nós começamos a nomear os padrões, nomear as repetições automáticas que nos levam a reagir por antigos caminhos, ainda que eles não sejam a favor do que é da vida.
Então começamos a reconhecer com mais rapidez quando escorregamos em antigos terrenos...".

No texto, a atriz fala sobre a luta para não se entregar à doença. "Quando uma parte minha cai no chão vou até ela e pergunto: o que você está precisando? Chorar. E já vem outra dizer: chora pra sair mas levanta daí antes que acredite nessa história ao ponto de se identificar. Eu te amo, estou aqui. Essa parte-sábia dá colo pra essa outra que ainda cai. E hoje, enquanto você lê esse texto, eu estarei dançando-limpando e minguando como a lua".

No Instagram, Carolinie costuma postar textos reflexivos sobre feminismo, autoaceitação e relacionamentos. Em resposta a uma seguidora, ela contou que pretende escrever um livro.

"Eu Aprendi que nossas maiores dores se tornam também nossos maiores tesouros. Eu me tornei uma apoiadora de outras mulheres porque conheço bem o caminho de descida mas também a escalada de voltar a luz. E hoje já aprendi a acolher e abraçar essas mil partes que sou. Agora já sei como equilibrar todas essas partes pra que elas caminhem na mesma direção", completou.

Há quase sete anos eu observo a depressão me rondar. Sinto correr nas minhas veias: já manifestada na minha avó paterna, Já manifestada na minha mãe com tantas adversidades e perdas. Às vezes sinto essa força me chamando a entrar no seu quarto escuro e mofado que já estive. Nomeio aqui uma falta de ânimo, uma perda de vontade de seguir meus planos, uma tristeza profunda somatizada pela apatia. Esse ano eu precisei nomear essa força que me ronda. Precisei incluir ela como uma possibilidade a existir ao invés de fingir que ela não existe (ou me encher de comida ou coisas materiais pra amenizar um buraco interno). Nesse caminho de Autoconsciência nós começamos a nomear os padrões, nomear as repetições automáticas que nos levam a reagir por antigos caminhos, ainda que eles não sejam a favor do que é da vida. Então começamos a reconhecer com mais rapidez quando escorregamos em antigos terrenos. Olha...conheço esse cheiro de querer jogar tudo e ir embora, conheço essa voz que aparece e me trás dúvidas sobre quem eu sou e sobre minha trajetória. Assim paramos de correr atrás do próprio rabo e começamos a espiralar: eu conheço esse buraco úmido e fundo. Eu já estive aqui E sei que essa é a hora de pedir ajuda, de deitar no chão e deixar a emoção brotar sem reprimir. Essa é a hora de colocar minhas músicas e deixar meu corpo se movimentar enquanto limpa, brilha e sabiamente encontra seu caminho de Auto cura. Quando uma parte minha cai no chão vou até ela e pergunto: o que você está precisando? Chorar. E já vem outra dizer: chora pra sair mas levanta daí antes que acredite nessa história ao ponto de se identificar. Eu te amo, estou aqui. Essa parte-sábia dá colo pra essa outra que ainda cai. E hoje, enquanto você lê esse texto, eu estarei dançando-limpando e minguando como a lua. Eu Aprendi que nossas maiores dores se tornam também nossos maiores tesouros. Eu me tornei uma apoiadora de outras mulheres porque eu conheço bem o caminho de descida mas também a escalada de voltar a luz. E hoje já aprendi a acolher e abraçar essas mil partes que sou. Agora já sei como equilibrar todas essas partes pra que elas caminhem na mesma direção. 🙏🏽 📸 @rianimariane #luaminguante

Uma publicação compartilhada por Carolinie Figueiredo (@carolinie_figueiredo) em

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