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"Equilíbrio entre meu desejo de me expôr, me sexualizar", diz Cleo em post

Cleo faz textão com foto de biquíni para celebrar Dia Internacional da Mulher - Reprodução/Instagram
Cleo faz textão com foto de biquíni para celebrar Dia Internacional da Mulher Imagem: Reprodução/Instagram

Carolina Farias

Do UOL, no Rio

08/03/2019 13h09

Cleo Pires aproveitou o Dia Internacional da Mulher para sensualizar no Instagram, mas também com um textão sobre a data. 

"Quero agradecer às mulheres da minha vida. Minhas avós, minhas irmãs, minhas tias, minha mãe, mulheres que me cuidaram como se eu fosse filha delas e me ensinaram tanto. Vocês são todas minhas amigas de antes e de agora, de todas as cores, classes e etnias. A cada dia aprendo mais com vocês, obrigada pela paciência", disse.

 A cantora e atriz também aproveitou para lembrar seu direito de se expor sem ter que ser julgada por isso.

"Ainda tento achar um equilíbrio entre meu desejo genuíno de me expor, me sexualizar, também curtir o meu lado 'material' e fútil como parte natural de existir, como um ser humano que tem desejos talvez peculiares porém inatos como qualquer outro, mas sem que eu seja um instrumento do patriarcado pra oprimir outras mulheres e nem que por eu gostar de ser assim eu seja oprimida e definida por isso", afirmou.

Ela arrancou elogios dos seguidores com a imagem e o texto. "Mulherão", disse um fã. "Poderosa é ela", afirmou outra seguidora.

Hj é textão e pode ser q eu erre. Mas eu quero agradecer às mulheres da minha vida. Minhas avós, minhas irmãs, minhas tias, minha mãe, mulheres que me cuidaram como se eu fosse filha delas e me ensinaram tanto. Vcs são todas minhas amigas de antes e de agora, de todas as cores, classes e etnias. A cada dia aprendo mais com vcs, obrigada pela paciência. Se não fossem vcs eu não estaria aqui, não teria conquistado o que conquistei, e que se a Deusa quiser vou conquistar mais! Quero ir junto de vcs sempre, vamos chegar juntxs. Equidade, representatividade. Vamos entender como estarmos juntas sem desvalidar a individualidade de cada uma. Vamos nos ouvir, querer nos entender. Vamos agregar valor uma à outra com nossas vivências e observações respeitando o lugar de fala da outra, vamos nos amar e implicar menos uma com a outra sem nem saber o motivo. Vamos conversar com a gente mesma quando bater a inveja e o sentimento de rivalidade que o patriarcado injetou na nossa cultura. Vamos nos manter existindo e buscando a felicidade que são as maiores formas de resistência. Não é fácil, até pq muitas de nós não têm apoio da família, estrutura financeira, e tantos privilégios que auxiliam muito na hora que a dor aperta. E não são poucas dores, principalmente das nossas manas negras, de classes mais baixas e trans aqui no Brasil. Pelo mundo à fora são tantos outros desafios tb. Temos o que comemorar e temos o que lamentar. No stories falo mais disso. Mas vamos juntxs. Particularmente, mto individualmente, ainda tento achar um equilíbrio entre meu desejo genuíno de me expôr, me sexualizar, também curtir o meu lado “material” e fútil como parte natural de existir, como um ser humano que tem desejos talvez peculiares porém inatos como qq outro, mas sem que eu seja um instrumento do patriarcado pra oprimir outras mulheres e nem q por eu gostar de ser assim eu seja oprimida e definida por isso. Pq hj em dia sei que a beleza e a sexualidade feminina são armas do patriarcado pra TENTAREM nos diminuir, nos chamar nas entrelinhas de burra ou de alguém que não se possa levar à sério.(CONTINUA NOS COMENTS)

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