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Órfãos da Terra


ONU cedeu tendas usadas por venezuelanos para cenário de "Órfãos da Terra"

Acnur cedeu tentas que foram usadas por famílias de refugiados venezuelanos em RR - Victor Moriyama/UNHCR
Acnur cedeu tentas que foram usadas por famílias de refugiados venezuelanos em RR Imagem: Victor Moriyama/UNHCR

Carolina Farias

Do UOL, no Rio

02/04/2019 17h34

Para dar mais realismo a "Órfãos da Terra", nova trama das 18h que estreia hoje, a Acnur (Agência da ONU para Refugiados) no Brasil fez uma parceria com a Globo. As cenas do campo de refugiados que veremos nos primeiros capítulos terão elementos usados em situações reais pela agência.

Tendas que foram usadas em Roraima para receber famílias de refugiados venezuelanos e que seriam descartadas compuseram o cenário da trama. Camisetas, coletes, bonés e materiais com a marca da ONU também foram cedidas pela agência.

A novela, escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid, conta a história de amor de Laila (Júlia Dalavia) e Jamil (Renato Góes) e tem como pano de fundo a crise dos refugiados pelo mundo --pessoas que deixaram seus países vítimas de guerras, conflitos, colapso econômico ou desastres naturais. A família de Laila é síria e eles fogem para o Brasil, um dos principais destinos de refugiados da Síria, Venezuela e Haiti.

Além do auxílio na cenografia, a Acnur colabora com informações técnicas com as autoras, o elenco da novela, o diretor artístico Gustavo Fernandez e a equipe de produção.

"Estou satisfeito com a oportunidade de se associar à novela para contar uma história de amor que vai aproximar o público brasileiro dos desafios e conquistas de pessoas refugiadas em busca de proteção", disse o representante do Acnur no Brasil, José Egas, em comunicado da agência.

De acordo com a agência, no Brasil os sírios são o maior grupo entre as cerca de 10 mil pessoas reconhecidas como refugiadas.

"A novela poderá contribuir para um ambiente mais favorável à proteção e integração das pessoas refugiadas no país, mostrando os motivos que levam alguém a deixar tudo para trás e recomeçar a vida em outro país", acredita Egas.