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Ator da "Praça" faz série da Globo e é zoado por Carlos Alberto: "Traidor!"

O ator Pierre Bittencourt interpreta detento em "Carcereiros" (Globo), e policial em "A Praça É Nossa" (SBT) - Montagem/UOL/Reprodução/TV Globo/Lourival Ribeiro/SBT
O ator Pierre Bittencourt interpreta detento em "Carcereiros" (Globo), e policial em "A Praça É Nossa" (SBT) Imagem: Montagem/UOL/Reprodução/TV Globo/Lourival Ribeiro/SBT

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

16/05/2019 04h00

Policial em "A Praça É Nossa", humorístico do SBT, Pierre Bittencourt foi "preso" na Globo. Ele, que ficou famoso por ter vivido Mosca na primeira versão de "Chiquititas" (1997), participou da série "Carcereiros" como o detento Geraldo, assassinado no episódio exibido anteontem. Quem assistiu à produção reconheceu o rosto do ator, há quase três décadas na TV.

Pierre, 34 anos, está na "Praça" desde 2006 e é um dos "veteranos" do elenco atual. Mas, segundo o ator, a repercussão de "Carcereiros" foi muito maior por ser algo novo na carreira. Além do programa do SBT, ele dubla realities, séries da Netflix e filmes como "Pantera Negra".

"'Praça' é um programa tradicionalíssimo, existe há muitos anos e vai durar para sempre. A série chegou agora, está na segunda temporada e em evidência porque é da Globo e muita gente assiste. Fiz uma participação, e uma série muito bem feita, com a qualidade que tem 'Carcereiros', faz com que a galera assista bastante mesmo. As pessoas acabaram me vendo mais ali do que no programa que faço há 12 anos", conta ao UOL.

Zoeira de Carlos Alberto

Pierre Bittencourt, Caique Aguiar, Zé Américo e Carlos Alberto de Nóbrega em "A Praça É Nossa" - Reprodução/Instagram
Pierre Bittencourt, Caique Aguiar, Zé Américo e Carlos Alberto de Nóbrega em "A Praça É Nossa"
Imagem: Reprodução/Instagram
Até Carlos Alberto de Nóbrega, líder da 'Praça', assistiu à participação de Pierre Bittencourt em "Carcereiros" e fez piada nos bastidores do humorístico, gravado um dia depois da exibição da série da Globo.

"Carlos Alberto chegou no dia seguinte à primeira cena que fiz e falou: 'Eu te vi lá, hein? Seu traidor! Você foi trabalhar na Globo!". Ele brincou e todo mundo riu. Respondi: 'O que é isso, chefe? De jeito nenhum! Sou prestador de serviço tanto lá quanto aqui'", lembra.

Pierre chegou a aparecer na 'Praça' aos 7 anos, antes de "Chiquititas", e retornou há 12, com vários personagens. O papel atual é de um policial gay do quadro de Dapena (Zé Américo) que quer levar o ladrão bonitão (Caique Aguiar) para casa.

"Hoje em dia, a galera me reconhece muito mais pela 'Praça' do que por 'Chiquititas'", admite. "Toda vez que entro no lava-rápido perto do estúdio de dublagem onde trabalho, um funcionário pode estar até embaixo de um carro e vai gritar: 'Eu vou te levar para minha casa!' (risos). Eu estava no mercado com a minha noiva e um funcionário ficou meio sem jeito de falar que interpreto um gay. Ele olhou para ela: 'Posso falar?'. Respondi: 'Lógico! Você acha que ela não sabe?'", brinca.

Geraldo (Pierre Bittencourt) é assassinado em "Carcereiros", série da Globo - Reprodução/TV Globo
Geraldo (Pierre Bittencourt) é assassinado em "Carcereiros", série da Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo

Meditação ajudou 'morte'

Em "Carcereiros", Geraldo, papel de Bittencourt, morreu assassinado com um tiro na cabeça em uma praça. Para gravar a cena, o ator recorreu à meditação.

"Eles fizeram tudo em uma sequência. Travei a respiração, tudo. Segurei por uns 13 segundos por cena. Nesse ponto, os processos meditativos me ajudaram bastante, porque a posição não era confortável e não tinha apoio. Era como se eu tivesse tomado um tiro e caído exatamente naquela posição. Não tinha como colocar almofadinha", explica.

"Carcereiros" não é o primeiro trabalho de Pierre Bittencourt na Globo. Ele já participou do "Você Decide" e do "Retrato Falado", quadro de Denise Fraga no "Fantástico". Fez pontas nas novelas "Despedida de Solteiro" (1992) e "Olho no Olho" (1993). E também viveu um detento na série "Carandiru - Outras Histórias" (2005). O ator agradece à agência que o indicou por ter acreditado no potencial dele para o trabalho.

"Foi graças à 'Nossa Senhora do Casting'. Falaram que buscavam um perfil como o meu e perguntaram se eu queria fazer um teste. Fiz uma versão 'alta', expansiva, porque estou acostumado a trabalhar assim. O diretor pediu para eu ser natural como cinema. Fiz as duas versões, o diretor agradeceu e achei que ele não tinha gostado. Depois de um tempo, falaram que fui aprovado. A versão mais 'baixa' foi para o ar. Foi muito gostoso voltar a trabalhar a construção do personagem", conta.