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"Falta a melhor parte de mim", diz mãe de ex-artista mirim morto a facadas

Kalil Taha com Faustão e ao lado da mãe, Claudia Taha Proença - Montagem/UOL/Reprodução/Facebook
Kalil Taha com Faustão e ao lado da mãe, Claudia Taha Proença Imagem: Montagem/UOL/Reprodução/Facebook

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

19/06/2019 13h46

A mãe de Kalil Taha, ex-artista mirim assassinado a facadas, desabafou no dia em que completou 50 anos. Claudia Taha Proença publicou fotos do último aniversário ao lado do filho, que ficou famoso na TV no final da década de 1990. Ele foi morto por um amigo em 30 de maio, na zona norte de São Paulo.

"E chegou o dia em que eu viraria 'cinquentona'. E quantos planos nós tínhamos para comemorar. E a nossa viagem pra Campos do Jordão não vai mais acontecer. Agora só ficaram as lembranças de tudo que vivemos, das nossas conversas, das crises de riso e dos momentos difíceis que superamos juntos. Hoje falta uma parte de mim, na verdade a minha melhor parte. O que me consola é ter a certeza que você foi pros braços do Senhor, para onde eu quero ir também. E agradeço a Ele por ter me confiado alguém tão especial e por ter vivido ao seu lado por esses anos. Essa foto foi do meu último aniversário ao seu lado. Te amarei para sempre!", escreveu a mãe de Kalil.

O ex-artista mirim trabalhou em programas como Domingão do Faustão (em que era chamado de "Faustinho" pelo apresesentador Fausto Silva), na Globo, e Pequenos Brilhantes, show de talentos infantis comandado por Moacyr Franco no SBT. Ele tinha 31 anos e trabalhava em uma agência de comunicação, mas ainda cantava e tocava na igreja evangélica que frequentava com o amigo, que confessou o crime.

José Antonio Melo do Nascimento, considerado um dos melhores amigos da vítima, admitiu ter cometido o assassinato e foi preso temporariamente, mas a família quer transformar a punição. O pai da vítima, Ezequiel Proença, compartilhou um abaixo assinado exigindo a prisão preventiva para que o esfaqueador continue preso enquanto o caso não é julgado.

O crime está sendo investigado pelo 73º DP, localizado no Jaçanã. José Antonio relatou à polícia por que desferiu 20 facadas em Kalil Taha. Segundo depoimento, ele apanhou uma faca para assaltar um comércio e pagar dívidas, mas desistiu e marcou um encontro com a vítima para tomar um lanche.

Toni, como o autor do crime era chamado por Kalil, disse que o amigo cobrou um empréstimo de R$ 3 mil, e reagiu esfaqueando o ex-artista mirim dentro do carro da vítima.

A família de Kalil, porém, não acredita na versão do assassino confesso. Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Record, a mãe disse que o filho fez um empréstimo de R$ 3 mil para ajudar Toni a montar uma banda na igreja que frequentavam, e negociou para o amigo pagar R$ 490 por mês, sem cobranças.

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