Topo

Novela

A Dona do Pedaço


Jogar culpa na outra é passado, diz Iozzi sobre Kim em A Dona do Pedaço

Monica Iozzi é Kim em A Dona do Pedaço - Paulo Belote/Globo
Monica Iozzi é Kim em A Dona do Pedaço Imagem: Paulo Belote/Globo

Marcela Ribeiro

Do UOL, no Rio

30/07/2019 04h00

Kim, personagem de Monica Iozzi em A Dona do Pedaço, causa com suas loucuras. A atriz mesma define Kim como "fora da casinha" e "amalucada". Para conquistar Márcio (Anderson Di Rizzi), ela já aprontou todas: se trancou com ele dentro do apartamento, mostrou fotos íntimas dos dois para a namorada dele e está armando um casamento surpresa, sem que o noivo saiba, em cena prevista para ir ao ar na próxima semana.

Iozzi entende que a personagem tem seu desvio de caráter, mas a defende quando apontam que ela roubou Márcio da namorada Sílvia (Lucy Ramos).

"Quem está sendo ruim com a Sílvia não e a Kim, é o Márcio. É claro que ela [Kim] é uma mulher que não tem filtro, tem um caráter volátil. Mas a gente não pode achar que o Márcio é uma vítima da situação. Ele é um homem, adulto, que estava se relacionando com outra mulher e optou, de maneira consciente, por ficar com essa outra mulher que é a Kim. Essa coisa de ficar jogando a culpa na outra mulher, já está muito claro que já passou, que o discurso não é mais esse", diz Iozzi.

Kim (Monica Iozzi) e Márcio (Anderson Di Rizzi) em A Dona do Pedaço - Reprodução/Globo
Kim (Monica Iozzi) e Márcio (Anderson Di Rizzi) em A Dona do Pedaço
Imagem: Reprodução/Globo

A atriz acrescenta, contudo, que não agiria na vida real como Kim e critica a conduta da personagem.

"Mas eu, Monica, vendo essa situação, acho que a Kim não está agindo de maneira correta. Jamais faria nada próximo disso. Defendo minha personagem porque se eu não defendê-la, não vou fazer com verdade, mas discordo completamente da maneira que ela age. Mas ela e a Sílvia acabam se relacionando, não sei para onde vai caminhar essa história", completa.

Iozzi diz que, em se tratando de uma novela de Walcyr Carrasco, tudo é possível e não descarta que o autor faça com que Kim, Márcio e Sílvia formem um "trisal" na novela.

"Não duvido de nada, não estou falando que vai acontecer, mas se acontecer, não vou ficar surpresa. Acho que a Kim já teve muitas reações diferentes do que esperaria, coerência é uma coisa que não está nela."

Silvia (Lucy Ramos ) conversa com Kim (Monica Iozzi) - Paulo Belote/Globo
Silvia (Lucy Ramos ) conversa com Kim (Monica Iozzi)
Imagem: Paulo Belote/Globo

A atriz admite que teve receio que a personagem fosse rejeitada pelo público por causa de sua obsessão por Márcio, mas diz acreditar que boa parte sente pena dela.

"Quando recebi a Kim fiquei pensando ela é tão excêntrica, tão fora da casinha, mas também queria que o público gostasse. Tinha muito medo que o público implicasse com ela, mas acho que é uma excentricidade que é tão amalucada, que as pessoas sentem uma certa compaixão, sentem empatia por ela", avaliou.

"O resultado foi contrário do que achei que poderia ser. As pessoas abraçaram a Kim, tem muito carinho", contou ela nos bastidores de gravação da novela nos estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

Ambiente pesado no CQC

Mônica Iozzi entrevista José Serra no CQC - Reprodução/Band
Mônica Iozzi entrevista José Serra no CQC
Imagem: Reprodução/Band

Durante quatro anos, Iozzi foi repórter do CQC, da Band, e fez principalmente a cobertura de pautas políticas. Em 2014, foi para Globo com o desejo de retomar sua carreira de atriz. Ela entrou para o elenco da novela Alto Astral, onde interpretou Scarlett e assumiu o comando do Vídeo Show no ano seguinte ao lado de Otaviano Costa.

"Sempre fui muito assim, de pensar que a gente tem que estar feliz com que a gente está fazendo. Naquele momento, eu era muito feliz no CQC, mas, também chegou um momento que eu comecei a querer outras coisas, era um ambiente pesado."

Monica diz que sentia falta de trabalhar como atriz. "Essa é a minha formação, era nisso que eu trabalhava antes de vir para a televisão. Eu fiz faculdade de artes cênicas, é a minha grande paixão."

O convite para o Vídeo Show surgiu por acaso e Monica topou na hora. "Quando surgiu o Vídeo Show, falei: 'Vamos lá'. Mas também senti que eu ainda precisava atuar e era um programa diário, era ao vivo, não dava para conciliar. Não conseguiria fazer o Vídeo Show e trabalhar como atriz. Isso aconteceu: durante 45 dias eu fazia a novela Alto Astral e apresentava o Vídeo Show."

"Fui muito feliz lá, mas foi realmente uma coisa de sentir, 'poxa vamos aproveitar que deu certo, que está consolidado, que as pessoas gostam e vamos deixar esse trabalho bonito que foi, vamos fechar esse ciclo e começar um novo?'. E a Globo entendeu, como sempre me entende. A minha relação aqui dentro é de respeito, de troca", concluiu.