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"Flávia Alessandra foi muito cruel comigo", diz Antonia Fontenelle

Em A Hora do Faro, Antonia Fontenelle revisitou vida - Divulgação
Em A Hora do Faro, Antonia Fontenelle revisitou vida Imagem: Divulgação

Mariana Gonzalez

Do UOL

01/09/2019 18h17

Antonia Fontenelle foi o destaque do programa A Hora do Faro de hoje, um mês depois de receber a herança de R$ 25 milhões de Marcos Paulo, e se tornar "a mais nova milionária do Brasil", como descreveu Rodrigo Faro.

No programa, ela abriu o jogo sobre essa vitória, após anos de batalha judicial contra a ex-mulher do diretor, Flávia Alessandra, mas também falou sobre o abandono da mãe biológica, a infância difícil no sertão nordestino e o romance recente com o cantor Eduardo Costa.

Processo milionário

Em julho, Antonia venceu o processo pela herança do então marido Marcos Paulo, que morreu em 2012 vítima de um câncer no esôfago. Por decisão da Justiça, ela recebeu 25 milhões de reais. "Foi muito humilhante, toda vez que eu ia no fórum via aquele monte de gente na porta, tirando foto. Foi uma vitória moral", disse.

Apesar disso, ela diz que não quer mais trocar farpas com a atriz global "em nome da Giulinha", se referindo à enteada Giulia Costa, filha de Flávia com Marcos Paulo.

Eu não tenho raiva. Não faz sentido isso, entendeu, em nome da Giuliinha. Ela [Flávia] foi muito cruel comigo. Eu briguei muito com o Marcos por causa dela, mas já passou.

Infância difícil e adoção

Pela primeira vez, Antonia abriu o jogo sobre o abandono que sofreu da mãe biológica, aos dois meses de idade. Faro promoveu um encontro entre a mãe biológica, dona Adelaide, com Antonia e a mãe adotiva, dona Luzia.

"Sabe Deus o que essa mulher passou", disse Antonia. "Não precisa ficar chateada. Você me doou para uma família que você conhecia, que sabia que iria cuidar. Então, não tenho raiva, não", disse.

Segundo ela, a mãe cearense foi a Brasília ajudar na construção da capital, na década de 60, e engravidou. Sem condições de criar mais um filho, acabou entregando a criança a um casal que vivia no sertão do Piauí, onde Antonia morou até os dez anos. "Eu vejo as coisas pela ótica positiva. Então não penso 'fui rejeitada', não, eu fui escolhida".

Antonia Fontenelle com a mãe adotiva durante o programa do Faro - Divulgação
Antonia Fontenelle com a mãe adotiva durante o programa do Faro
Imagem: Divulgação

Com a família adotiva, apanhou algodão, passou fome e sofreu com a seca. "A seca dá uma sensação de impotência, por que é tudo tão mal dividido no Brasil? Você vai pro Sul e vê riqueza, mas no Nordeste tudo tão seco, tão pobre", lamenta.

A falta de água fez com que ela quase morresse ao tentar pegar água em um poço com 40 metros de profundidade para matar a sede.

"Meu pai me descia na gangorra e eu ia pendurada até o fundo, quando chegava lá eu pegava a água e ele me puxava de volta. Até que um dia a corda rompeu", lembra, contando que ficou muito ferida.

Mesmo muito nova, Antonia sabia que não queria viver daquela forma.

"A vida inteira fui sozinha, eu e Deus", disse. "Eu não conseguia visualizar [um futuro] mas eu sabia que eu não ia mais passar dificuldades e que não pertencia àquele lugar", disse durante conversa com Rodrigo Faro. De surpresa, ela reencontrou com a tia, a mãe adotiva e com a mãe biológica.

Rodrigo Faro e Antonia Fontenelle em visita ao Piauí, onde ela viveu até os dez anos de idade - Divulgação
Rodrigo Faro e Antonia Fontenelle em visita ao Piauí, onde ela viveu até os dez anos de idade
Imagem: Divulgação

Relacionamento com Marcos Paulo

O ator e diretor morreu em 2012, no colo de Antonia Fontenelle. "Depois de tudo, passei três meses anestesiada".

O mais difícil foi encarar os comentários negativos acerca do relacionamento. Ela lembra que foi chamada de golpista e ouviu inúmeras vezes que havia casado com ele apenas para conseguir papéis nas novelas dele.

"Fui para a Record justamente porque as pessoas achavam que eu só conseguia papel na Globo porque estava com o Marcos Paulo. Ele realmente criou grandes mulheres, como a Malu Mader, a Flávia Alessandra. Mas eu nunca tive grande destaque", alfinetou.

Marcos passou os últimos dois anos de vida lutando contra a doença, mas a luta de Antonia pela saúde do marido começou bem antes disso, por conta do alcoolismo do ator.

"As pessoas pensam que a minha luta com ele foram nos últimos dois anos, mas ele era alcoólatra, foram os sete anos cuidando dele, porque isso também é uma doença", lembra. "Nos primeiros meses ele conseguiu disfarçar [o alcoolismo], mas depois não deu mais e eu estive ao lado dele todo esse tempo".

Outros relacionamentos

Cerca de um ano após a morte de Marcos Paulo, Antonia engatou um romance com o jogador de futebol Emerson Shiek. Sem entrar em detalhes, ela comentou que a relação foi um erro: "Foi uma verdadeira cagada, eu me enganei, quis me enganar".

"Ela [Flávia] foi muito cruel comigo. Eu briguei muito com o Marcos por causa dela, mas já passou", disse Fontenelle em A Hora do Faro - Divulgação/Record TV
"Ela [Flávia] foi muito cruel comigo. Eu briguei muito com o Marcos por causa dela, mas já passou", disse Fontenelle em A Hora do Faro
Imagem: Divulgação/Record TV

Em 2016, assumiu o namoro com o cantor Jonathan Costa, com quem passou um ano casada e teve um filho, Salvatore, atualmente com três anos. Apesar de "não serem exatamente amigos", como ela definiu, o ex-casal mantém uma boa relação, principalmente porque têm um filho junto.

Agora, ela entrega: está se relacionando com o cantor Eduardo Costa, com quem gravou um clipe sensual com a música "Coração Prata".

"Não estamos namorando, mas está rolando", entregou. "Eu sabia que ele existia, mas eu não gostava dele e ele também não gostava de mim", contou, rindo, explicando como tudo começou entre os dois.

"A gente se conheceu de uma forma muito torta porque a mãe da filha dele veio no meu canal falar que ele não estava pagando pensão, essas coisas. Depois, ele me chamou no direct do Instagram, tinha ficado muito triste com aquilo e quis se defender", lembra. "Depois, jogaram a gente num grupo político e nós éramos os maiores bagunceiros, assim começou a amizade. Um dia fui a um show dele em São Paulo e comecei a vê-lo com outros olhos".