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Emanuelle Araújo critica boatos: "Dizem que pego todas as minhas amigas"

Paulo Belote/ TV Globo
Imagem: Paulo Belote/ TV Globo

Do UOL, em São Paulo

09/09/2019 11h12

Emanuelle Araújo deu entrevista franca ao jornal O Globo, em que falou sobre a morte do pai, seus 43 anos, aborto e a fase solteira. Entre os temas, este último a fez soltar uma crítica, após boatos de que estaria se relacionando com a atriz Andréia Horta.

Dizem que pego todas as minhas amigas. Por que temos que sexualizar tudo?"

"Já disseram que namorava a Nanda (Costa), parece que pego todas as minhas amigas (risos). A Andréia é minha irmã. Eu tenho preguiça disso. Por que temos que sexualizar tudo, até o afeto? O que importa se é homem, mulher ou poste? Estamos confusos, tem muita coisa acontecendo, as pessoas não querem olhar para os problemas e a bobagem alivia. Precisamos debater na mesa de bar sobre o menino que foi chicoteado no supermercado", disse ela, referindo-se ao caso do jovem de 17 anos torturado por furtar chocolate em um mercado de São Paulo.

Emanuelle relembrou a gravidez na adolescência, aos 16 anos, e disse que apoia o aborto, mas que aquele não foi um momento em que isso lhe passou de fato pela cabeça - ainda que tenha vivido um momento tenso com seu pai.

"Eu era líder de classe, lutava pelos direitos coletivos. Meu discurso era 'se engravidar, aborto, não tô pronta para isso'. Quando engravidei, não consegui pensar assim nem por um segundo. Era mais discurso do intelecto do que do coração. Mas sou a favor de que a mulher tenha o direito pelo seu próprio corpo."

Emanuelle acrescentou: "Meu pai era sertanejo, machista e, quando engravidei, foi um horror, ficou arrasado, a filhinha dele grávida, o que vão dizer? A crise durou dois meses, aí veio acolhimento. Tinha um namorado há dois anos, ficamos juntos por seis. Nos separamos porque era um 'padrão homem baiano nordestino', e eu queria ser livre para viver a minha arte. Mas a maternidade me trouxe um olhar pouco autocentrado. Quando você tem filho, não dá tempo de ter conflito existencial".

A cantora e atriz ainda foi aberta ao dizer que vive o ano mais triste de sua vida, após a morte do pai, e que é normal se sentir assim. "Meu pai tinha falecido e pensei: 'Isso vai acompanhar este ano. Tô triste e pronto'. Porque a nossa sociedade exige que a gente esteja sempre ok. Sou uma pessoa alegre por natureza, mas esse está sendo o ano mais triste da minha vida."

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