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Luiza Valdetaro fala de luta da filha contra leucemia: "Não se vitimizou"

Luiza Valdetaro e a filha, Maria Luiza - Reprodução/Instagram
Luiza Valdetaro e a filha, Maria Luiza Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

25/09/2019 20h59

Luiza Valderato relembrou a luta da filha Maria Luiza, hoje com 11 anos, contra o diagnóstico de leucemia linfática aguda do tipo B - com 3 anos na época.

Em entrevista à Crescer, a atriz, de 34 anos, contou sobre o tratamento realizado pela pequena e sua perspectiva da situação como mãe.

"Ela não gostava de ter que ir para o hospital, ter que tomar injeção todos os dias, mas não se vitimizava. Eu lembro que, às vezes, ela tinha que tomar uma subcutânea, todos os dias, durante quatro semanas. Eu via que aquilo ficava queimando na pele durante uns 10 minutos e ela gritava... Eu ficava com o coração apertado, com vontade de chorar, mas ela virava pra mim e falava: "Tá tudo bem mãe, já passou", disse ela, que revelou orar escondida para não abalar o psicológico da pequena.

Para Luiza, por mais dolorosa que a batalha tenha sido, fez com que ambas pudessem absorver aprendizado pelas dificuldades.

"Lembro que logo que recebemos o diagnóstico, eu disse para uma amiga que estava ao meu lado: "Só quero que Deus me deixe ver tudo o que ele quer que eu veja com isso. Não me deixe passar nada desapercebido". Acho que tudo na vida são oportunidades pra gente melhorar. Se por um lado é uma tristeza, uma dificuldade, por outro é uma possibilidade de aprendizado. Tínhamos diversas restrições e, por isso, convivemos com as coisas mais simples. Percebemos que era possível ter alegrias da maneira como for. Muita gente pede saúde, mas eu não peço nem isso, só peço alegria de viver. Pois, tem tanta gente plena de saúde e triste. Já outros acamados, com doença grave e felizes, plenos. Então, o ponto principal que vejo é a alegria de viver mesmo, o fato de olhar pela janela e ficar feliz também porque está chovendo. Acho que essas experiências proporcionam a gente de encontrar esse caminho, esse viés no cérebro e no coração. Aceitar e estar agradecido com tudo o que vivemos", acrescentou.