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Conversa com Bial homenageia Irmã Dulce, primeira santa nascida no Brasil

Pedro Bial entrevista o escritor Graciliano Rocha, o maestro José Maurício e a cantora Margareth Menezes no Conversa com Bial em homenagem a Irmã Dulce - Fábio Rocha/TV Globo
Pedro Bial entrevista o escritor Graciliano Rocha, o maestro José Maurício e a cantora Margareth Menezes no Conversa com Bial em homenagem a Irmã Dulce Imagem: Fábio Rocha/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

09/10/2019 16h31

Prestes a ser canonizada pelo papa Francisco, Irmã Dulce será homenageada no Conversa com Bial amanhã. O programa receberá a cantora Margareth Menezes, devota à freira, o maestro José Maurício, que recebeu o milagre por intercessão dela, e o jornalista Graciliano Rocha, autor da biografia sobre a futura santa.

Pedro Bial conversará sobre a história da freira e as ações que lhe renderam o apelido de "O Anjo Bom da Bahia". Margareth Menezes, curiosamente, foi vizinha de Irmã Dulce.

"Morávamos na mesma região e minha mãe sempre falava, para mim e para os meus irmãos, para pedirmos a benção a ela. Sempre com um olhar muito amoroso, posso dizer que Irmã Dulce era especial. Claro, naquele tempo ainda não tínhamos consciência do que ela se tornaria, mas sempre tivemos muito respeito", recorda a artista, que cantará na cerimônia de canonização, no próximo domingo, no Vaticano.

Margareth Menezes canta no Conversa com Bial - Fábio Rocha/TV Globo
Margareth Menezes canta no Conversa com Bial
Imagem: Fábio Rocha/TV Globo
"É uma emoção muito grande toda vez que nos reunimos para o ensaio. Algo inexplicável que não consigo nomear", comemora Margareth, que cantará A Bahia Canta Sua Santa, música feita em louvor a Irmã Dulce: "É um tributo em nome de todos que ela já acudiu".

José Maurício, um dos principais responsáveis pela canonização de Irmã Dulce, contará emocionado o milagre alcançado graças à futura santa. Ele convivia com um diagnóstico de glaucoma, descoberto em 1992. Com muitas disfunções nos nervos óticos, os médicos diziam que ele nunca mais voltaria a enxergar. Em 2014, voltou, inexplicavelmente, a usar a visão.

"Tive uma conjuntivite muito forte. Durante uma noite em que eu não conseguia dormir, com muita dor nos olhos, eu orei junto a um quadro com a imagem de Irmã Dulce e pedi para que ela curasse a minha conjuntivite. Apenas isso. Não pedi para recuperar a minha visão. Na manhã seguinte, eu estava enxergando de novo, gradativamente. Até hoje, a medicina não consegue achar uma explicação", relembra o maestro, que participará da cerimônia com o papa Francisco.

"Estamos acostumados a celebrar casamentos, formaturas, aniversários, mas não uma cerimônia dessas. Quero ver minhas pernas pararem de tremer na hora", brinca. "A ficha não caiu. Eu estou treinando, mas só na hora vou saber o que falar para o Papa. Estou procurando uma frase ou algo que possa passar o significado de Irmã Dulce. Mas, seja o que eu for dizer, tenho certeza de que será repleto de gratidão. Todos sabem que ela era iluminada", completa.

Autor do livro Irmã Dulce: A Santa Dos Pobres, o jornalista Graciliano Rocha detalha a pesquisa sobre a trajetória da freira: "É uma biografia. Falo sobre a capacidade e a coragem dela para assumir todo tipo de risco, em nome da solidariedade. Ela antecipa em muitas décadas a chegada das mulheres em posições de liderança e poder. Foi uma pesquisa que durou aproximadamente 8 anos. Eu me interessei em descobrir como uma freira poderia ser tão pragmática na ação e mística na religiosidade".

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