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Felipe Neto critica post de Mayra Cardi, mas volta atrás para ler estudos

O youtuber Felipe Neto - reprodução/Instagram
O youtuber Felipe Neto Imagem: reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

19/10/2019 14h04

O youtuber Felipe Neto e a ex-BBB Mayra Cardi se envolveram em uma breve polêmica no Twitter hoje. Felipe criticou um produto para emagrecer anunciado por Mayra, mas voltou atrás após ser contatado por ela e se comprometeu a ler estudos sobre o produto em questão.

A questão começou quando Felipe utilizou uma matéria publicada pelo VivaBem, do UOL, mostrando que o produto em questão, conhecido como "microbiota do magro", não funciona.

"Nada contra a moça como ser humano, desejo o bem a ela e sei que deve estar arrependida, mas isso precisa ser dito...", escreveu o youtuber. "Enquanto não houver punições PESADAS, a propaganda de produtos que enriquecem enganando pessoas gordas explorando suas inseguranças vai continuar lucrando bilhões."

Pouco depois, porém, ele apagou o tuíte e revelou que havia sido contatado por Mayra. "Apaguei o tweet sobre a Mayra Cardi e o produto de emagrecimento por 'microbiota do magro'. Ela me contatou e me mandou uma série de estudos. Disse a ela que vou ler todos, consultar especialistas e me manifestar em seguida. Ela topou. Quem tiver links, mande-os aqui."

"Tudo que li até agora e os poucos profissionais que consultei indicam que o tal tratamento da 'microbiota do magro' NÃO funciona. Porém, como se trata de ciência e ela me pediu para pesquisar mais a fundo, eu vou fazer do jeito certo", finalizou ele.

A polêmica da microbiota

Segundo Mayra, seu produto trata-se de um medicamento manipulado para perda de peso. "Você já deve ter visto muita gente que come e não engorda. O magro tem algo diferente, que uma pessoa com sobrepeso não tem. Agora, é possível você adquiri-lo", disse.

De acordo com especialistas ouvidos pelo Viva Bem, no entanto, o produto não funciona como anunciado. A microbiota intestinal ajuda não só na digestão e absorção de nutrientes, mas na produção de hormônios e até na imunidade. Vale lembrar que cada indivíduo possui suas próprias bactérias intestinais, que começam a se formar desde o nascimento e dependem de fatores externos como amamentação na infância, desmame, alimentação, prática de exercícios.

Antônio Hebert Lancha Júnior, professor titular de nutrição da Escola de Educação Física e esporte da USP, explica que a probabilidade do medicamento dar um resultado positivo é muito remota.

"Não é tão simples colocar a bactéria de uma pessoa magra em uma pessoa gorda e esperar mudanças na perda de peso. As bactérias vão estar em um ambiente hostil, não vão conseguir sobreviver e não haverá mudanças. Vai gerar uma frustração", diz.

Além disso, segundo o especialista, há comprovação científica para tal mudança e os estudos até agora só mostraram resultados em ratos.

Nada acontece se não houver mudanças na alimentação e na prática de atividades físicas.

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