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Luisa Mell rebate acusações de intolerância religiosa após resgate em SP

Luisa Mell - Reprodução/Instagram
Luisa Mell Imagem: Reprodução/Instagram

Mariana Gonzalez

Do UOL, em São Paulo

25/10/2019 12h42

A ativista pelos direitos dos animais Luisa Mell publicou hoje um vídeo se defendendo de comentários que a acusam de mentir e "incitar violência contra religiões de matriz africana" depois de contar a história de uma cachorrinha que está sento tratada no Instituto que leva seu nome.

Mell publicou na noite de ontem fotos do animal com as orelhas e as patas traseiras amputadas, alegando que ele teria sido vítima de mutilação em um ritual religioso. Nos comentários, no entanto, uma mulher que se identifica como veterinária afirma que a história é mentira, que o animal teria sido atropelado e tratado em uma clínica, onde teria desenvolvido trombose e, por isso, teve os membros amputados.

Ao UOL, Luísa afirmou que não cita nenhuma religião de matriz africana no texto e que Damiana, a cachorra que tem cerca de cinco meses, chegou ao Instituto entregue por uma cuidadora de animais, que já havia levado para os cuidados de sua equipe um gato com "os olhos saltados para fora", que também teria sido vítima de "rituais macabros" e "rituais de magia negra".

Luisa mell - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

"Eu tenho um posicionamento muito claro, sou contra animais em rituais e na alimentação também", afirmou à reportagem, por telefone. "Sou judia e minha religião também tem coisas que prejudicam animais, continuo sendo contra, acho que as religiões têm que evoluir".

Minutos depois de falar com o UOL, ela esclareceu o caso em suas redes sociais, mostrando um vídeo em que a veterinária de seu Instituto que está cuidando do animal explica os ferimentos.

"Os cortes que ela tem nas orelhas não são cortes de atropelamento, são cortes extremamente precisos, os cortes que ela tem na pata e na ponta do rabinho também", afirma a veterinária. "Estou nessa profissão há sete anos e nunca vi um atropelamento que causasse perda de duas patas, da ponta das orelhas e da ponta do rabinho, sem causar nenhum outro tipo de lesão ou fratura".

Luísa compartilhou, ainda, a o e-mail que teria recebido da cuidadora que resgatou Damiana na região de Pirituba, na zona oeste de São Paulo.

A acusação

Nos comentários, a mulher que se identifica como veterinária diz que Damiana "estava em tratamento em uma clínica veterinária depois de ter sido atropelada". "A tutora, pobre, decidiu pedir ajuda e a funcionária da clínica levou até você. Não foi um resgate seu, mas uma ajuda", escreveu.

Mell  - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

Em outro comentário, o mesmo perfil diz que Luísa estaria "se apropriando de um lindo atendimento veterinário que atendeu gratuitamente [Damiana] após um atropelamento" e que "por consequência da condição médica formou trombose que migrou para as extremidades, comprometendo a vascularização, e sofreu necrose das pontas das patas e das orelhas".

A mulher alega que não foi um ritual religioso e que pode fazer essa afirmação com certeza porque teria presenciado o atendimento.

Procurada, ela não respondeu aos questionamentos do UOL até a publicação da reportagem.

No Instagram, Mell pede que ela entre em contato com o Instituto para "confrontar as informações".

"Falar qualquer coisa na internet é fácil, irresponsável e cruel", disse a ativista. "Desde o começo do ano, pessoas que têm seus negócios ameaçados pelo meu trabalho tentam me destruir, todo dia uma mentira é lançada sobre minha idoneidade, mas a verdade sempre se impõe".

Outro caso

Em setembro, Luísa Mell foi ao Instagram denunciar um grupo de criadores de animais que, segundo ela, tentam difamá-la em grupos de WhatsApp.

A ativista publicou uma série de capturas de tela mostrando conversas no aplicativo, em que criadores combinam de deixar animais na porta da ONG de Luísa.

"Vamos pegar os cães de rua juntar e colocar na frente da ONG da Luísa Mell", sugere um proprietário de canil. Outros respondem positivamente. "Ótimo", diz um. "Verdade, eu topo", responde outro. "É muito justo isso. Não fala de abandono? Agora ela aprende".

Luisa mell 1 - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Luisa mell 2 - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Luisa Mell 3 - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Luisa Mell 4 - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Luísa protestou: "Isso é crime, formação de quadrilha e sei lá mais o que! São dezenas de grupos com o único objetivo de me difamar, de combinarem estratégias de comentarem nos meus posts e todos curtirem, de invadirem o Instituto".

"Estou com centenas de prints, áudios, incluindo de donas de canis que participei de apreensões no último ano!!!! Como se não bastassem todas as ameaças, mentiras espalhadas e tudo o que tenho sofrido, agora, querem usar cachorros inocentes em suas intenções criminosas!", escreveu.

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