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Moacyr Franco revela susto quando "morreu por cinco minutos? em cirurgia

Moacyr Franco participa do Pânico - Reprodução/YouTube
Moacyr Franco participa do Pânico Imagem: Reprodução/YouTube

Colaboração para o UOL

26/11/2019 21h52

O cantor, apresentador e humorista Moacyr Franco participou hoje do Programa Pânico, da Rádio jovem Pan. Com muito humor, lembrou-se de momentos de seus mais de 60 anos de carreira na televisão e no mundo da música. Inclusive da saída repentina do SBT.

Na emissora, Moacyr interpretou o personagem "Jeca Gay", na "Praça é Nossa", de bordões marcantes como "chique no úrtimo" e "chorei largado". Ele foi demitido do canal em 2017, após mais de 20 anos de serviços prestados e contou que se ofereceu para trabalhar de graça com o objetivo de manter-se na carreira.

"O SBT era minha vida, minha segurança econômica. Um dia, dois diretores me chamaram e disseram que tinham que me dispensar por um problema financeiro. Eu falei que assinaria outro contrato por R$ 500 por mês. Eles não aceitaram. Aí eu disse que faria 'A Praça é Nossa' de graça porque eu não podia sair do ar. Eles negaram, disseram que o Carlos Alberto [de Nóbrega, apresentador do programa] não iria entender."

Mesmo assim, ele aponta que não guarda mágoas do ex-colega de casa: "O Carlos Alberto é um grande amigo. Quando cheguei a São Paulo, ele e o pai dele me acolheram. Eu ia nos shows, almoçava e jantava com ele, enfim, devo demais a ele como amigo".

Morte por 5 minutos

Com naturalidade, Moacyr contou que morreu. Por cinco minutos. Tudo aconteceu quando fez uma cirurgia para implantar uma prótese no crânio e teve uma complicação que fez com que ele perdesse os sinais vitais por algum tempo.

"Eu estava na Santa Casa de Santos. Não senti nada, para mim ocorreu tudo bem, tive alta e fui para casa. Aí um dia meu filho me contou que estava em um avião ao lado de um médico que tinha me operado. E disse 'eu estava com seu pai o dia que ele morreu'. Meu filho não entendeu, disse que eu estava vivo. Aí o médico contou que eu morri por cinco minutos. E todo mundo entrou em pânico".

Ele aproveitou a situação para desmistificar as experiências que remetem à morte. "As pessoas dizem que você vê um túnel e tem uma luz que você vai seguindo. Não teve nada disso. Eu apaguei e não senti absolutamente nada", lembrou.

Briga com ex-presidente e vida política

Moacyr foi Deputado Federal entre 1983 e 1987 e falou sobre um desentendimento que teve com o então presidente militar, João Figueiredo. Ele lembra que recebeu uma proposta de um acordo comercial vantajoso para o Brasil, mas que foi maltratado ao falar com Figueiredo sobre o assunto.

"Quando passei a situação para o presidente, ele teve peito de me perguntar 'mas o que você está ganhando com isso?'. Eu desandei a chorar, porque era um bobalhão. Aí ele disse que todo deputado levava vantagem nesses acordos. Mas eu não era qualquer deputado. Enfim, a gente terminou xingando um ao outro e ele bateu a porta na minha cara".

O humorista ainda tentou voltar à política em 2010, quando se candidatou a Senador, mas não conseguiu eleger. E, durante o "Pânico" demonstrou descontentamento com a classe. "Quando me perguntam o que eu fiz como político, respondo que tenho muito orgulho do que eu não fiz [entrar em esquemas de corrupção]", explanou.

Carreira de acaso e sorte

Durante a conversa, Moacyr atribuiu ao acaso a carreira no mundo artístico, especialmente como cantor. "Não acho que sou cantor. Eu quebro um galho. Na verdade, eu dei muita sorte. Virei cantor sem querer. Eu pintava as estantes de uma orquestra e pedia para me deixarem cantar. Eles deixaram e curtiram, fui cantando. Aí comecei a participar de teatros musicais, fui fazendo e acabei ganhando quase 40 Discos de Ouro", disse.

Para ele, a casualidade também foi responsável por um dos momentos mais gloriosos de sua história recente: a performance como Delegado Justo no filme "O Palhaço", dirigido e estrelado por Selton Mello, que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Cinema de Paulínia em 2011.

"O Selton resolveu fazer uma homenagem a todas as pessoas que ele curtia quando era criança. Ele pegou o Ferrugem, o pessoal do Sitio do Picapau Amarelo, o Zé Bonitinho, e me chamou também. E eu dei uma sorte danada por isso. Foi um momento de inspiração. Entrei no filme dois minutos e meio e ganhei o prêmio de melhor ator coadjuvante", concluiu.

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