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Dois microfones, máscaras e luvas: como se protegem os jornalistas de TV

O apresentador Marcelo Magno Barbosa, de 37 anos, que participa do sistema de rodízios do "JN" está internado com coronavírus - Reprodução/Instagram
O apresentador Marcelo Magno Barbosa, de 37 anos, que participa do sistema de rodízios do "JN" está internado com coronavírus Imagem: Reprodução/Instagram

Rafael Godinho

Do UOL, no Rio

27/03/2020 12h22

Enquanto a pandemia de coronavírus levou grande parte dos trabalhadores à reclusão, os profissionais de imprensa seguem trabalhando nas ruas e nas redações. A grande maioria dos canais de TV, inclusive, aumentou o número de horas ao vivo dos seus telejornais para a cobertura do covid-19. O UOL procurou as emissoras para saber que cuidados elas estão tendo a fim de proteger os jornalistas que continuam em ação.

As preocupações vão desde a distribuição de máscaras e de álcool gel até a entrega de kits de maquiagem pessoal, a dispensa do uso de terno e gravata e a proibição de entrevista presencial com quem está contaminado.

Todos os comunicados enviados pelas assessorias de imprensa das televisões afirmam que elas estão desinfetando os microfones —tanto os utilizados pelos repórteres na rua quanto os de estúdio—, que fizeram a redução no número de funcionários da redação, afastaram pessoas do grupo de risco e com qualquer sintoma de gripe ou resfriado.

A Globo decidiu interromper temporariamente o intercâmbio de apresentadores de afiliadas de outros estados para o "Jornal Nacional", porque Rio e São Paulo têm hoje transmissão comunitária. Inclusive, o apresentador piauiense Marcelo Magno Barbosa, 37 anos, que participava do revezamento do "JN", está internado com coronavírus. As viagens, segundo a emissora, foram diminuídas ao mínimo jornalisticamente necessário.

Além disso, cada apresentador e repórter recebeu um kit próprio de maquiagem. Os maquiadores, segundo a emissora, estão trabalhando com máscaras cirúrgicas.

Estúdios em casa

William Waack, 67 anos, tem feito participações diárias no "Jornal da CNN" direto de um estúdio montado em sua residência. Mesma medida foi tomada pela Globo com relação ao comentarista de economia do "Jornal da Globo", Carlos Alberto Sardenberg, 72 anos. Na Band, Sílvia Poppovic, 65 anos, Catia Fonseca, 51 anos, e José Luiz Datena, 62 anos, também foram dispensados e estão apresentando seus programas de casa.

No SBT, equipes de pauta e de arquivo de imagens estão trabalhando de casa. Permanece na redação apenas um profissional por turno. Os repórteres recebem as pautas por internet ou celular, sem necessidade de ir à redação.

Os repórteres homens passaram a trabalhar sem paletó e gravata, itens que não são lavados constantemente. Salvo em locais em que o uso seja obrigatório.

Longe da redação

A Band também afastou os repórteres da redação. Eles são pegos em casa, gravam as reportagens na rua e voltam para suas residências. Os produtores seguem trabalhando em casa, e os editores estão em regime de plantão.

As medidas tomadas pela Record começam com o básico: a emissora desativou o ponto eletrônico por biometria. Reuniões presenciais estão suspensas e somente são feitas por videoconferência ou por telefone. Além disso, o canal tem feito a higienização diária dos veículos de sua frota, além de descontaminação por ozônio.

Já a Rede TV! reuniu o departamento de jornalismo, esporte e digital em uma única linha produtora de conteúdo para os telejornais ao vivo. Os repórteres que trabalham nas ruas foram orientados a usar máscaras descartáveis, lysoform, álcool gel e luvas. Além disso, foi indicado o uso de dois microfones durante as reportagens: um exclusivo para o jornalista e o outro para o entrevistado, medida adotada pela maioria das emissoras.

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