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Felipe Neto leva bronca por antiga crítica a Lupita, em live sobre racismo

O infuenciador digital Felipe Neto - Reprodução
O infuenciador digital Felipe Neto Imagem: Reprodução

Colaboração para o UOL

11/06/2020 22h38

Felipe Neto participou de uma live hoje para debater o racismo, ao lado da ativista do movimento negro e youtuber Gabi Oliveira e do militante e humorista Yuri Marçal. Entre outros assuntos, eles falaram sobre o papel do branco na luta antirracista, e Felipe fez um mea culpa sobre atitudes do passado.

Felipe admitiu ser um "poço de privilégios" por, além de ser branco, ser homem, heterossexual, magro, entre outras atribuições. "Na posição de branco, a gente não faz ideia do que é o privilégio branco. A gente se acostuma desde pequeno com essa realidade a ponto de não questioná-la."

Ao defender o processo de aprendizado sobre as questões de igualdade, Gabi Oliveira citou um post que compartilhou há alguns anos no Twitter — contra o casamento gay — de que hoje se arrepende. "Eu fui homofóbica em certo momento da minha vida, e tomei atitudes quando tive espaço para abrir a pessoas LGBTQ. (...) As pessoas costumam ficar só na culpa ou só no reconhecimento do privilégio", observou.

Ela citou, ainda, um vídeo antigo de Felipe Neto em que ele criticava a eleição da atriz Lupita Nyong'o, pela revista "People", como a mulher mais sexy do mundo. Ele argumentava que a eleição foi uma forma de a publicação "lacrar".

Gabi afirmou: "O Felipe está abrindo espaço [para o debate sobre o racismo], mas a gente tem de entender os processos que o levaram a abrir esse espaço. Eu conheci o seu canal [se dirigindo a Felipe] através do vídeo que você fez sobra a Lupita. Por muitos anos, quando falavam sobre Felipe Neto, lembrava daquele vídeo. Afinal, foi a primeira vez que uma mulher mais parecida comigo foi eleita a mais linda do mundo e estava muito feliz até ver seu vídeo. Penso em todo o trabalho que pessoas negras tiveram para que uma pessoa que fez aquele vídeo pensasse, 'eu tenho um espaço e vou abrir [para o debate antirracista]'".

Felipe concordou com a fala. "Eu mesmo tenho vários esqueletos dentro do armário, do passado. Fui em função desses erros que passei a estudar e e me importar com esses assuntos. É uma pena que a gente tenha de errar para aprender — esse vídeo que fiz foi uma atrocidade. Achava que se um negro xinga um branco é 'racismo reverso'. Eu também tinha raízes homofóbicas."

"Uma coisa é eu corrigir esse erro e ficar na posição de 'corrigi, sou um antirracista'. Não é. (...) As pessoas têm de perceber que não são só nos grandes erros que as pessoas têm de ser antirracistras. A gente tem de lutar contra isso o tempo inteiro, e eu tento me policiar ao máximo. E não quero biscoito por causa disso, é o mínimo."

Yuri, por sua vez, brincou sobre o passado de Felipe, censurando-o: "Não faça mais isso".

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