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Léo Aquilla revela sacrifício para que filhos não sofressem preconceito

Léo Aquila em entrevista para Luciana Gimenez - Divulgação
Léo Aquila em entrevista para Luciana Gimenez Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

30/06/2020 11h45

Ao invés de sacrificá-los, eu me sacrifiquei.

A jornalista Léo Aquilla falou sobre a dificuldade de seu relacionamento com os filhos devido aos preconceitos. A entrevista foi dada ao programa 'Luciana By Night', que vai ao ar hoje.

Léo revelou que teve de deixar de convívios importantes com os filhos para evitar que eles sofressem. "Quando eles tinham sete anos eu já era a Léo Áquilla. Nunca fui buscá-los no colégio, por exemplo. No Dia dos Pais, eu não podia ir porque não queria que ninguém soubesse e os instruí a não dizer que eram meus filhos, e eles nunca disseram", disse ela, que tem um filho adotivo e um biológico.

A jornalista ainda falou sobre o momento em que o filho descobriu que ela era gay. E como isso a emocionou.

Ele falou para mim: 'Não, porque eu te amo. Então, não importa'.

"Quando meu filho mais velho tinha nove anos, ele virou para mim no carro e falou: 'Papai, posso te fazer uma pergunta? Você é veado?', e eu perguntei se ele sabia o que é ser um veado. Ele respondeu que não sabia. Falei: 'Quando você souber o que é eu te respondo'. Um ano depois ele me perguntou se eu era gay, eu questionei se ele sabia o que era ser gay e ele me explicou direitinho. Logo, eu disse: 'Agora que você já sabe, se eu te responder que sim vai mudar alguma coisa?', e meu filho me deu a resposta que mudou a minha vida. Aquela resposta foi o que me encorajou para que eu chegasse aonde estou hoje, para eu me assumisse, porque ali eu vi que ele não ia me desamparar, não ia deixar de me amar e ia me respeitar."

A dificuldade de Léo foi além dos filhos. Ela relembra sobre o primeiro contato que teve com o tema.

"No começo, achavam que era uma brincadeira de criança. No dia que fiz seis anos de idade eu falei que queria uma boneca de presente e me disseram. Foi o primeiro contato que tive com essa coisa da realidade, de não poder ser o que penso que sou. Foi nessa hora que a consciência começou a bater", relembra. "Repeti três vezes a primeira série por não conseguir estudar por causa do bullying. Eu era muito menininha. Sofri muito durante toda essa fase."

Você é um menino, não pode ter uma boneca'. Então, eu pedi um boneco

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