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JN lembra do 'E daí?' de Bolsonaro e cobra presidente por 100 mil mortes

O âncora William Bonner no "Jornal Nacional" - Reprodução
O âncora William Bonner no "Jornal Nacional" Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

08/08/2020 20h39

O "Jornal Nacional" começou a edição de hoje com uma crítica direta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no dia em que o Brasil atingiu a marca de 100 mil mortes por covid-19.

Os âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos lembraram que o país está há 12 semanas sem ministro titular da Saúde. E apontou que os ministros anteriores — que eram médicos — deixaram o cargo porque pretendiam seguir as orientações da ciência, o que Bolsonaro não concordou.

Na sequência, Bonner relembrou algumas declarações do chefe do Executivo sobre as mortes em decorrência da doença desde o início da pandemia.

"Primeiro, o presidente menosprezou a doença e a chamou de 'gripezinha'. Depois, Bolsonaro disse que não era coveiro. Disse duas vezes", lembrou o apresentador.

"Quando os óbitos chegaram a 5 mil, a resposta dele foi: E daí?'. Agora o presidente repete que a pandemia é uma chuva e que todos vão se molhar. Que a morte é o destino de todos nós e que temos que enfrentar a doença, como se fosse uma questão de coragem", completou.

O telejornal da Globo também resgatou que o presidente não apoiou o isolamento social, desde o início da pandemia, indo "na contramão do bom senso dos governadores que a defendiam", explicou Renata.

Com isso, segundo o "Jornal Nacional", o resultado foi confusão e perplexidade dos cidadãos que não sabiam no que acreditar.

Bonner ainda culpou prefeitos e governadores — além de Bolsonaro — pelas filas em leitos de UTI, que não foram comprados a tempo e que foram insuficientes para todos..

"Ou porque a falta de isolamento social deixou de achatar a curva de contaminados e sobrecarregou o sistema de saúde?", acrescentou o apresentador.

A edição especial teve como objetivo apontar que está na Constituição do Brasil que é dever dos governantes implementar políticas que visem reduzir o risco de doenças. E que isso será motivo para análises futuras sobre a situação atual do país.

"A pergunta que se impõe é: o presidente da República cumpriu esse dever? Entre os governadores e prefeitos, quem cumpriu e quem não cumpriu [seu dever]? Mais cedo e mais tarde, o Brasil vai precisar de resposta para essas perguntas'", questionou Renata.

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