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Finalista de reality show nos EUA ficou 36 anos preso injustamente

Archie ficou 36 anos preso injustamente nos EUA e hoje é um dos finalistas do reality show America"s Got Talent - Reprodução/Instagram/@archiewilliamsofficial
Archie ficou 36 anos preso injustamente nos EUA e hoje é um dos finalistas do reality show America's Got Talent Imagem: Reprodução/Instagram/@archiewilliamsofficial

Do UOL, em São Paulo

02/10/2020 09h45

Archie Williams, 59, é um dos finalistas da 15ª edição do reality show America's Got Talent. O cantor ficou preso por 36 anos após ter sido condenado injustamente à prisão perpétua sem condicional por estupro, tentativa de homicídio e ataque com agravante, nos EUA.

O homem só foi solto em 2019 com a ajuda da ONG Innocence Project que revisa processos criminais e exames de DNA para comprovar a inocência de pessoas em diversas acusações.

No vídeo de apresentação do programa, que já passou de 11 milhões de visualizações no Twitter, Archie contou a sua história e disse como conseguia lidar com a vida na prisão mesmo sem ter cometido os crimes que era acusado: "Nunca deixei a minha mente ir para a prisão. Cantava para conseguir manter a paz."

Entenda o caso

Archie foi condenado à prisão perpétua sem condicional pelo estado de Louisiana, em 1983, aos 22 anos. Entre as acusações contra o cantor estavam estupro, tentativa de homicídio e ataque com agravante contra uma mulher de 31 anos. A família do cantor testemunhou em sua defesa afirmando que, na noite do ocorrido, o homem estava dormindo em casa.

O cantor acredita que a sua condenação foi aumentada devido a ele ser negro e pobre. Em 1995, Archie decidiu pedir ajuda aos advogados da ONG Innocence Project. Somente mais de dez anos depois, o estado permitiu o acesso do acusado ao teste de DNA colhido na cena do crime.

Apenas em 2009, Archie obteve o resultado do teste de DNA que mostrou ser compatível com o marido da vítima e não com ele. Mais dez anos se passaram para que as digitais encontradas na cena do crime fossem identificadas como de Stephen Forbes, um homem que já tinha sido preso, condenado por outros estupros, e que tinha morrido em 1996.

Depois de uma semana do reconhecimento de Forbes, em março de 2019, Archie foi liberado das acusações dos crimes.