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Modelo internada no Rio parece melhor e quer sair de hospital, diz amigo

A modelo Eloísa Pinto Fontes, que segue internada no Rio - Reprodução
A modelo Eloísa Pinto Fontes, que segue internada no Rio Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

24/10/2020 07h59

Francisco Assis, o amigo da modelo Eloísa Fontes que tem feito a ponte entre ela, a família e a imprensa desde a sua internação em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro, deu atualização do estado de saúde dela à revista Época.

"Por causa da covid-19, o hospital está muito bem protegido. A gente não pode nem chegar perto, fica atrás da grade. Quando ela me viu, perguntou se eu podia dar um abraço nela, mas o guarda disse que não. Ela está em bom estado, com boa aparência", disse.

Eloísa também continua perguntando quando poderá sair do hospital. "Ela fala: 'Quando você vai me tirar daqui? Quando vou sair? E minha mãe, como está?' [...] Semana passada levei shampoo e escova de dentes para ela. Depois me ligou, me agradeceu", contou.

A modelo ainda não tem previsão de alta. A transferência para uma clínica particular chegou a ser cogitada — mas, de acordo com Assis, não deve acontecer.

Modelo alagoana Eloísa Pinto Fontes, na capa da Elle - Divulgação - Divulgação
Modelo alagoana Eloísa Pinto Fontes, na capa da Elle
Imagem: Divulgação

O caso

A família de Eloísa Fontes ainda tenta entender o que levou a modelo de 26 anos a sumir várias vezes no último ano e meio. Depois de mais um desaparecimento, ela foi encontrada no último dia 6 vagando desorientada pelas ruas do Rio de Janeiro.

O afastamento da família começou no ano passado, quando ela foi morar em Nova York. Foi lá também que começaram o que amigos e familiares chamam de "surtos". Em junho de 2019, a modelo desapareceu por cinco dias até ser encontrada pela polícia norte-americana andando nua e muito confusa mentalmente pelas ruas da cidade.

Após o primeiro surto, Eloísa ficou meses sem manter contato com a família. Em fevereiro de 2020 ela voltou sem avisar ao Brasil.

Quando retornou ao país, Eloísa iniciou um relacionamento com um morador da Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Apesar disso, a jovem mantinha contato com o modelo e produtor-executivo russo Andre Birleanu, com quem havia sido casada e tinha tido uma filha. Era Andre quem mantinha a família de Eloísa informada sobre a vida da modelo.

Segundo Francisco Assis, Eloísa teve um novo surto e deixou a casa do namorado para viver em situação de rua em comunidades como Cidade de Deus e Jacarezinho. Quando era encontrada por policiais, a modelo era levada a hospitais, onde passava dias internada.

Após o mais recente sumiço, a modelo foi encontrada desorientada no Morro do Cantagalo, em Ipanema, no Rio. De acordo com os agentes do Segurança Presente, a jovem corria risco de morte por perambular no local onde foi encontrada.

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