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Maria Beltrão revela que não assistia 'Chaves' porque tinha medo da série

Maria Beltrão durante a edição de hoje do Estúdio I - Reprodução
Maria Beltrão durante a edição de hoje do Estúdio I Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

29/10/2020 15h18

A apresentadora Maria Beltrão afirmou hoje que não assistia "Chaves" porque tinha medo dos atores adultos encenando personagens infantis.

Beltrão debatia no Estudio I, da Globonews, o fato de o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ter chamado o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de Nhonho — personagem do seriado.

"Eu, que não gostava de Chaves porque eu tinha medo daqueles adultos vestidos de criança, tive que relembrar", confessou a jornalista.

Os jornalistas que participavam da conversa no Estúdio I discutiam sobre quais grandes bordões da série poderiam ser usados para justificar o ato de Salles. Foram elencados os inesquecíveis "Foi sem querer querendo", do Chaves, e "Não contavam com a minha astúcia", do Chapolin Colorado.

Ela disse ainda que não conseguiu segurar a risada quando ficou sabendo da história. "Eu rio mesmo. Quando vi esse negócio de Nhonho, Maria Fofoca, eu pensei: 'É isso, é sobre isso que nós jornalistas vamos nos debruçar hoje'", contou.

O caso

Após ser criticado, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chamou de "Nhonho" o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por meio de mensagem direcionada a ele, na noite de ontem, nas redes sociais.

"O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo", escreveu Maia, em post publicado no sábado. Quatro dias depois, veio a resposta irônica de Salles. "Nhonho".

No início da semana, Rodrigo Maia e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) já haviam criticado publicamente Ricardo Salles, depois que ele pediu para que o ministro-chefe da secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, deixasse de lado a postura de "Maria Fofoca", incendiando a disputa entre as alas ideológicas e militares do governo.

Salles é reincidente

O ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, disse que houve "utilização indevida" da sua conta no Twitter ao chamar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de "Nhonho". Esta é a terceira vez que ele atribui erros e polêmicas que o envolvem diretamente a terceiros.

Neste ano, Salles voltou a se desviar de uma polêmica que o envolvia. Em meio à reunião ministerial de abril que desencadeou em um inquérito que investiga o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro disse que a pandemia seria uma chance de "passar a boiada".

Salles, no entanto, afirmou que a culpa disso era de quem havia divulgado o vídeo.

Em fevereiro de 2019, o site The Intercept Brasil revelou que o ministro nunca estudou na Universidade Yale, nos Estados Unidos, e não obteve o título de mestre em direito público pela instituição.

A suposta formação de Salles em Yale havia sido veiculada, à época, pelo programa Roda Viva, da TV Cultura. A produção do programa declarou que a "imprecisão" não partiu de Salles e que as informações foram obtidas de um perfil do ministro publicado no site Nexo.

O Nexo, por sua vez, informou ter usado um currículo de Salles publicado na Folha de S.Paulo. Trata-se de um artigo publicado por ele em 2012, na seção Tendências/Debates, que trazia em sua biografia o mestrado na universidade americana. Salles, então, atribuiu o equívoco à sua assessoria de imprensa.

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