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Cleo fala sobre bulimia e distorção de imagem: 'A gente não é uma ilha'

Cleo, em foto recente publicada no Instagram - Reprodução/Instagram
Cleo, em foto recente publicada no Instagram Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/03/2021 13h25

Cleo deu uma entrevista para o canal de Monique Curi no YouTube onde falou sobre temas polêmicos de sua vida, como a bulimia e a distorção de imagem que tem ao se olhar no espelho.

A atriz e cantora também falou das pressões estéticas que já sofreu na vida para se enquadrar em um padrão exigido pela sociedade, principalmente no meio das celebridades. "Eu tenho um pouco de distorção quando eu me olho, mas eu tento não depender mais tanto do que eu olho no espelho", relatou.

Sobre as críticas que ela já recebeu, Cleo assumiu que ficou abalada. "Isso mexe né? A gente não é uma ilha. Tem gente que romantiza muito isso de que tem que ligar o foda-se. Sim, no final das contas você acaba pensando assim. Isso também é uma realidade, mas outra realidade é que você não é uma ilha, vocês quer a aprovação das pessoas, você quer o carinho, você quer aceitação", destacou.

Sobre a bulimia, Cleo foi bastante direta e não desviou do assunto. "Na verdade a minha tinha mais a ver com comer muito, desesperadamente até machucar, e aí chegava a fase que eu vomitava. Depois tinha a fase que eu tomava remédio para ir no banheiro".

E também tinha aquela fase que eu achava que seu ficasse três dias sem comer e me exercitando loucamente, eu emagreceria. E eu aprendi muita coisa, estou quebrando muitos paradigmas e muitos tabus dentro da minha cabeça.

Além disso, Cleo também explicou sobre a Tireóide de Hashimoto, doença autoimune que dificulta a ingestão de alguns alimentos, e com o qual foi diagnosticada recentemente. "Quando eu descobri isso eu já estava num nível de compulsão bem alto e estava recebendo muita porrada. Mas também não queria falar sobre isso, porque eu não queria que as pessoas entendessem que você só engorda porque você não está saudável".

Porque não é real isso, mas no meu caso era. E como eu não queria falar sobre isso, eu comecei a me sentir culpada, e a compulsão piorou mais ainda. Enfim: quando eu comecei a tratar a compulsão, fui me cuidando aos poucos, as pessoas começaram a me falar que eu emagreci de uma hora para a outra. Mas na verdade, foi porque eles viram naquele momento, mas eu já estava num processo há muito tempo.

Ela prosseguiu: "Eu também pensei: 'Poxa, tem várias pessoas que eu acho gatas e que acho sexy, e são gordas. Por que eu tenho que ficar me vendo com essa lente o tempo inteiro, se eu não uso essa lente para os outros? Acho que junto com isso tem muita autocrítica, muita coisa da pressão estética, que acho que a sociedade toda sente, mas para mulher é mais", frisou.

"E não é sobre mim, é sobre todas nós, umas mais, outras menos. Se você está mais próxima do padrão, obviamente você sofre menos sobre isso. Mas de alguma forma também querem que você esteja dentro de uma caixa que esperam de você, porque é o que viram de você, ou o que pensaram de você. Então é tudo assim, desumano, eu acho. Mas eu tenho tratado isso, tenho conversado muito sobre isso. E tenho aceitado os meus processos", comentou.

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