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Blogueira é presa suspeita de falsificação de cosméticos em Contagem (MG)

Rafaela Braga foi presa sob suspeita de falsificar cosméticos com seu marido, pai e mãe - Reprodução
Rafaela Braga foi presa sob suspeita de falsificar cosméticos com seu marido, pai e mãe Imagem: Reprodução

Flávio Ismerim e Marina Marini

Do UOL, em São Paulo

12/04/2021 19h46

Quatro pessoas de uma mesma família foram presas na última quinta-feira (8), em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, sob suspeita de falsificação de produtos cosméticos.

A principal suspeita do caso é a blogueira Rafaela Braga. Em um de seus perfis no Instagram, ela é seguida por mais de 70 mil pessoas. Além dela, também foram presos seu marido, pai e mãe.

Em conversa com o UOL, a delegada Andrea Pochmann explicou que as investigações do caso começaram há cerca de um mês e meio, através de informações passadas por uma das empresas lesadas pela família.

Polícia Civil de Minas apreendeu material de blogueira que vendia cosméticos falsificados - Divulgação/PCMG - Divulgação/PCMG
Polícia Civil de Minas apreendeu material de blogueira que vendia cosméticos falsificados
Imagem: Divulgação/PCMG

"Nós entramos em contato com as vítimas, os consumidores finais, e aí outras empresas também entraram em contato com a gente", contou.

As quatro pessoas detidas em flagrante na semana passada durante cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços ligados aos suspeitos foram soltas no dia seguinte.

No entanto, a delegada acredita que todos serão condenados pelo crime de falsificação de produtos cosméticos e também por estelionato e sonegação de impostos.

"Apesar de eles estarem soltos, não significa que eles não serão condenados. A gente já tem todos os elementos para isso", afirmou Andrea.

Falsificações

Ainda segundo a delegada Andrea Pochmann, a principal suspeita dos crimes vendia os produtos falsificados em sua própria clínica de estética, na internet e também em cursos que ministrava.

As falsificações, por sua vez, aconteciam de várias formas. A jovem adquiria um produto original, adicionava outros componentes — até então desconhecidos pela polícia — e revendia com seu próprio rótulo.

Ela também tinha uma linha de cosméticos licenciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas até esses produtos eram adulterados. Além dos consumidores finais, empresas também estão entre as vítimas.

"A gente não entende a razão pela qual ela fazia isso, porque ela já tinha um lucro, o produto original já era barato. Mas mesmo assim ela falsificava esses produtos, com produtos mais baratos ainda, que a gente não sabe quais", explicou a delegada.

Agora, como próximo passo da investigação, será feito um levantamento de todos os produtos que foram apreendidos — incluindo análises de celulares e computadores. Outras vítimas também serão ouvidas.

Nota da defesa

Em nota enviada ao UOL a defesa de Rafaela Braga declarou que "a afirmação de cometimento de qualquer crime nesse momento ainda de investigação é temerária e parcial".

A equipe formada pelos advogados Jonatas Honório, Thiago Ramos e Jonathan Neres conseguiu um habeas corpus para a blogueira, que foi liberada seis horas após a prisão em flagrante. De acordo com eles, Rafaela Braga foi alvo de ameças após a divulgação de seu nome e fotos.

"Quanto a ação penal que virá por decorrência lógica, manifesto que em momento processual oportuno, a defesa apresentará as alegações", conclui a nota, que indica que a acusada cooperará com as investigações.

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