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Polícia prende ex-namorado acusado de agredir jornalista da Record

A apresentadora Silvye Alves comanda o "Cidade Alerta" local em Goiás, da Record TV - Reprodução/Instagram
A apresentadora Silvye Alves comanda o "Cidade Alerta" local em Goiás, da Record TV Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

21/06/2021 10h28Atualizada em 21/06/2021 21h08

A Polícia Militar de Goiás prendeu hoje na capital do estado Ricardo Hilgenstieler, ex-namorado da apresentadora do "Cidade Alerta" da Record de Goiânia, Silvye Alves.

Ele teria invadido o apartamento da jornalista na noite de ontem e a agredido na presença do filho, de 11 anos, causando lesões na apresentadora, segundo a PM.

Policiais do 9º BPM conseguiram localizar Ricardo após a Polícia Federal reconhecê-lo. Ele foi preso quando estava prestes a pegar um avião no aeroporto Santa Genoveva, de Goiânia. Ele foi encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM).

Ricardo - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Ricardo Hilgenstieler foi detido pela PM no aeroporto
Imagem: Reprodução/Instagram

Silvye teve uma ferida grave na boca e chegou a fazer uma cirurgia na região, segundo a polícia.

Procurada pelo UOL, a assessoria de Silvye informou que, no momento, ela não vai se manifestar sobre o assunto.

O UOL também tenta contato com a defesa de Ricardo Hilgenstieler.

No Instagram, a apresentadora pediu orações e disse que a dor maior foi ver o 'filho sofrer' ao presenciar a agressão.

Não está sendo fácil. A dor física só não é pior que a dor na alma. A maior tristeza de tudo isso foi ver meu filho sofrer. Prometi nunca fazê-lo sofrer e hoje aconteceu o pior. Peço orações a vocês, cessem o ódio, por favor, isso não leva a lugar nenhum. Assim que conseguir, vou conversar com vocês. Se puder, nos coloquem em suas orações.

Silvye comanda o "Cidade Alerta" local há cinco anos e também teve passagem pelo "Balanço Geral". Após o caso de agressão contra a profissional, o governador do estado de Goiás, Ronaldo Caiado, expressou sua solidariedade à jornalista e garantiu que Ricardo será punido conforme 'o rigor da lei'.

A Record TV emitiu uma nota de repúdio à agressão e afirmou que está prestando apoio à jornalista:

É inadmissível que os casos de violência contra a mulher aumentem a cada ano, apesar de todos os esforços em denunciar a gravidade dos casos. Números que, infelizmente, cresceram durante a pandemia: uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de ataque no último ano no Brasil, durante a pandemia de Covid, segundo pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgada em junho.

Infelizmente nossa apresentadora do Cidade Alerta em Goiânia, a jornalista Silvye Alves, que tantas vezes no programa denunciou os casos de violência doméstica, foi vítima de agressão na madrugada desta segunda-feira (21/06). A Record TV recebeu a notícia com profunda indignação e esclarece que presta todo apoio necessário à profissional neste momento tão delicado.

Acreditamos que toda a sociedade deve se mobilizar para que situações como essa não ocorram e que os agressores sejam devidamente punidos.

Reiteramos nosso repúdio a qualquer tipo de violência e prestamos nossa solidariedade à Silvye Alves e a todas às vítimas deste tipo de crime.

A Record TV ainda reafirma seu compromisso de apoio à luta contra a violência contra a mulher, num trabalho contínuo de denúncia e conscientização de toda a sociedade

Em caso de violência, denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie. Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos. Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e através da página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses a partir da data da agressão.

Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.