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Danny Trejo: 'fui hipnotizado por Charles Manson na cadeia nos anos 60'

Danny Trejo passou por sessão de hipnose com Charles Manson na prisão - Reprodução/Instagram e Getty Images
Danny Trejo passou por sessão de hipnose com Charles Manson na prisão Imagem: Reprodução/Instagram e Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

07/07/2021 20h35

Danny Trejo acaba de lançar sua autobiografia "Trejo" e, nela, conta que passou por uma sessão de hipnose com o criminoso Charles Manson na cadeia. Trejo, conhecido por seus papéis em "Machete" e "Pequenos Espiões", relatou que estava preso em Los Angeles em 1961 quando passou pela experiência curiosa com Manson.

O ator afirma que Charles Manson era "sujo e esquelético" e "tão pobre, que não tinha um cinto e usava um pedaço de corda para segurar suas calças".

Trejo acrescentou que sentia pena do criminoso, que por ser tão magro, precisava de proteção no local. Poucos dias depois de conhecê-lo, Manson convenceu Danny e seus amigos de que tinha poderes hipnóticos e poderia "deixá-los chapados".

"Era como uma meditação guiada", disse Trejo, afirmando que Manson disse que o grupo teria a sensação de fumar maconha e heroína.

No momento que ele descreveu [as drogas] entrando no meu sangue, eu senti o calor fluindo pelo meu corpo. [...] Se aquele menino branco não fosse um criminoso de carreira, poderia ter sido um hipnotizador profissional.

Danny Trejo, que era viciado em heroína na juventude, entrou e saiu de várias penitenciárias pelos EUA, por acusações variadas, como tráfico de drogas e assalto a mão armada durante cerca de uma década. Em 1969, abandonou o vício em drogas e, mais tarde, tornou-se um ator de sucesso em Hollywood.

Charles Manson, por outro lado, deixou a cadeia em 1967 e começou a atrair um grupo de seguidores na Califórnia, liderando uma seita conhecida como "Família Manson". Em 1969, o criminoso convenceu o grupo a cometer uma série de assassinatos em Los Angeles que culminou na morte de sete pessoas, incluindo a atriz Sharon Tate.

Embora o tribunal tenha dito que Manson não ordenou os assassinatos diretamente, seu envolvimento nos crimes foi suficiente para que ele fosse condenado por assassinato em primeiro grau e conspiração para cometer assassinato em 1971. Manson morreu de parada cardíaca e câncer de cólon em 2017, enquanto ainda estava preso.