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Modelo relata desespero após ser agredida e ganha apoio até de Neymar

Modelo Anna Figueiredo relata caso de agressão e ganha apoio de Neymar - Fotos: Divulgação/annavfigueiredo e @neymarjr
Modelo Anna Figueiredo relata caso de agressão e ganha apoio de Neymar Imagem: Fotos: Divulgação/annavfigueiredo e @neymarjr

Colaboração para o UOL, em São Paulo

26/07/2021 17h53Atualizada em 27/07/2021 20h28

Anna Figueiredo usou as redes sociais, na tarde de hoje, para relatar o seu desespero após ter sido alvo de violência doméstica. A modelo ainda divulgou fotos das marcas das agressões pelo corpo e ganhou apoio de Neymar - astro do PSG, da França, e Seleção Brasileira.

Em publicação nos stories, do Instagram, ela fez um duro relato sobre o medo de expôr as agressões sofridas em razão da vergonha e lamentou não ter recebido o apoio das pessoas que sabiam dos fatos.

Modelo Anna Figueiredo relata caso de agressão e ganha apoio de Neymar - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Modelo Anna Figueiredo relata caso de agressão e ganha apoio de Neymar
Imagem: Reprodução/Instagram

"Desde, então, meus últimos dias após o acontecimento, tem sido muito difíceis... Me senti paralisada, estagnada, estacionada, morrendo de medo, apavorada, morrendo de medo, apavorada, envergonhada, me sentindo fraca, pequena, burra e sozinha no meio de uma escuridão sem fim", declarou.

"(A pessoa a todo momento escondeu o meu celular para eu não recorrer a socorro). Desesperador. Pessoas (do outro lado) sabendo do caso se calando, se neutralizando: "Não vou me meter" e passando pano e a cada segundo, ocorrências do tipo matando milhares de mulheres", acrescentou.

Neymar, então, compartilhou uma das mensagens da modelo em seu perfil no Instagram e usou emojis de palmas com a intenção de parabenizá-la pela coragem de expor o caso.

Após o relato, Anna Figueiredo compartilhou uma foto de um boletim de ocorrência aberto por lesão corporal. "As providências necessárias já estão sendo tomadas. Agora é com o meu advogado e a Justiça", finalizou.

Veja todo o relato divulgado pela modelo:

Hoje eu acordei super reflexiva. Fiquei de explicar o que hoje comigo durante essas últimas semanas e senti vergonha. Fiquei com o psicológico super abalado, estagnada, ainda tentando entender e digerir tudo. Esse ano não tem sido fácil, mas eu tenho certeza que lá na frente, Deus me mostrará o sentido das coisas.

Eu passei por uma das piores situações da minha vida. Uma situação que nem nos meus piores pesadelos eu imaginava viver algum dia. Desde, então, meus últimos dias após o acontecimento, tem sido muito difíceis... Me senti paralisada/estagnada/estacionada, morrendo de medo, apavorada, morrendo de medo, apavorada, envergonhada, me sentindo fraca, pequena, burra e sozinha no meio de uma escuridão sem fim.

Passando noites em claro, sem conseguir dormir atormentada, tendo crises de pânico e choro do nada ao lembrar de tudo que senti e vivi naqueles momentos. Acordar suando frio após cochilar e não ter um sono em paz sem ter pesados já virou rotina nesses últimos dias. As cenas, os flashes, não saem da minha cabeça.

Eu literalmente não estou conseguindo lidar. Meus amigos, minha família e todas as pessoas que me amam e estão ao meu lado tem sido a minha única fortaleza! Só Deus sabe como foram os momentos de desespero e pavor por pensar que iria morrer de tanto ser agredida! E só Deus sabe também o quanto é difícil estar expondo isso aqui.

Eu me lembro dos momentos como se estivesse revivendo agora, a cada momento. Com socos na cara, chutes, tapas e mais tapas na cara, arrastões pelo chão como se eu fosse um saco de lixo, ser jogada contra a parede e ter a minha cabeça batida contra a parede e mais e mais socos, tapas. Ser jogada na cama e enforcada até mal conseguir respirar, ver tudo preto, parar de ouvir som e ser 'acordada' com mais agressão... Com o rosto inchado, sangrando, chorando e suplicando em PARA!

E a todo momento sendo amedrontada, ameaçada, sentindo culpa por estar apanhando pelo terror psicológico que estava sendo feito como se eu merecesse aquilo! Escutando: "SABE O QUE TE FALTOU NA VIDA? AGRESSÃO PARA APRENDER A SER MULHER". Escutando que eu agredi e a pessoa se defendeu, que a pessoa é a vítima e eu sou a culpada!

(a pessoa a todo momento escondeu o meu celular para eu não recorrer a socorro). Desesperador. Pessoas (do outro lado) sabendo do caso se calando, se neutralizando: "Não vou me meter" e passando pano e a cada segundo, ocorrências do tipo MATANDO MILHARES DE MULHERES.

É MUITO DIFÍCIL FAZER ISSO... MAS É PRECISO. ME SINTO RESPONSÁVEL POR MULHERES QUE POSSAM PASSAR PELA MESMA SITUAÇÃO.

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008.

A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.