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Walkyria Santos vai à Brasília para pedir aprovação de lei em nome do filho

A cantora Walkyria Santos com o filho Lucas - Reprodução/Instagram
A cantora Walkyria Santos com o filho Lucas Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL

10/08/2021 11h19

A cantora Walkyria Santos viajou à Brasília a fim de falar com os parlamentares no Congresso Nacional para pedir a aprovação de uma lei contra o ciberbullying que leve o nome do seu filho, o adolescente Lucas Santos, que foi encontrado morto aos 16 anos após ser alvo de comentários homofóbicos no TikTok.

Por meio de seu perfil no Instagram, a artista pediu ajuda aos seus seguidores para marcarem os deputados federais e senadores para que eles possam ajudá-la na aprovação da "Lei Lucas Santos".

"Hoje faz sete dias que perdi meu anjo. Meu príncipe. Mas não quero chorar. Hoje não vai ser dia de choro não. Hoje vai ser dia de luta e vitória. Cheguei em Brasília, estou em Brasília. Quero pedir a todos os deputados federais da Paraíba, do rio Grande do Norte, Alagoas, Pernambuco. Brasil. E os senadores que, por favor, votem na 'Lei Lucas Santos' em caráter de urgência. Eu não salvei meu filho, mas a gente pode salvar o seu", diz Walkyria Santos.

"Hoje não vou chorar, vou lutar. Preciso do apoio de todos vocês. Me ajudem, peçam, marquem [os parlamentares], me ajudem! Com essa lei vai haver punição aos ataques, sejam homofóbicos, para denegrir a imagem, para diminuir as pessoas. A gente precisa parar com isso. A gente precisa parar essas pessoas que usam a internet para o mal", completou.

Jovem foi vítima de homofobia

O adolescente Lucas Santos, de 16 anos, foi encontrado morto na semana passada após ser vítima de comentários homofóbicos por compartilhar um vídeo em seu perfil no TikTok ao lado de um amigo - os dois são heterossexuais.

Após o ocorrido, o deputado federal da Paraíba, Julian Lemos (PSL-PB), tomou a iniciativa para a criação de uma lei contra o ciberbullying que levará o nome de Lucas Santos, e ganhou o apoio da mãe do adolescente. O PL 2699/2021, apresentado na quarta-feira (4), aguarda despacho do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para tramitação.

Segundo Walkyria, a lei prevê a punição para as pessoas que disseminam ódio na internet e fazem comentários maldosos. "Se Deus quiser, vamos conseguir aprovar essa lei e vai ter punição em que haters, esses malditos, não possam chegar e escrever o que querem. Vai ter que ter prisão, ter multa", relatou a artista em seu Instagram no último dia 5.

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