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Príncipe Harry diz que não participará de "jogo" midiático que matou Diana

Príncipe Harry durante o ANZAC Day, na Abadia de Westminster - Getty Images
Príncipe Harry durante o ANZAC Day, na Abadia de Westminster Imagem: Getty Images

Da Reuters, em Londres

21/10/2019 15h56

O príncipe britânico Harry disse que a lembrança da morte de sua mãe, Diana, mais de duas décadas atrás ainda é incrivelmente dolorosa e que não será coagido a "participar do jogo" da mídia que acredita tê-la matado.

A princesa Diana, que se tornou uma das mulheres mais fotografadas do planeta ao fazer parte da família real britânica, morreu em um acidente de carro em 1997 depois de ser seguida pelas ruas de Paris por fotógrafos.

No início deste mês, a esposa de Harry, Meghan Markle, entrou com um processo contra um jornal em reação ao que o casal descreveu como "assédio" de alguns setores da mídia britânica. Na ocasião, Harry disse que o tratamento dado a Meghan se assemelha à abordagem com que sua mãe era tratada.

"Tudo que ela passou e o que aconteceu com ela está incrivelmente à flor da pele todo santo dia, e isso não é paranoia minha. É que não quero uma repetição do passado", disse Harry à ITV em uma entrevista que foi filmada durante uma viagem pela África no início deste mês e transmitida no domingo.

"Parte deste trabalho... é fazer cara de corajoso e dar a outra face a muitas coisas assim", disse. "Tudo que precisamos é nos concentrar em sermos verdadeiros, e nos concentrar em ser as pessoas que somos e defender aquilo em que acreditamos. Não serei coagido a participar de um jogo que matou a minha mãe."

Harry também está processando os editores do jornal Sun e o Daily Mirror devido a alegações de escutas telefônicas.

Descrevendo o que aconteceu com Diana como "uma ferida que infecciona", ele disse: "Cada vez que vejo uma câmera, cada vez que ouço um clique, cada vez que vejo um flash, tudo aquilo volta na hora."

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